Tenho reafirmado meu apoio ao PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, pensando no Brasil como uma nação de brasileiros que desejam e esperam o progresso de seu país. As nove MPs (medidas provisórias) que compõem o PAC chegaram à Câmara dos Deputados no final de janeiro e em meados de março já devem estar votadas. Um rito sumário, porque o Brasil tem pressa em crescer e nada pode atravancar este processo.
Indicado para relatar uma das MPs, assumo a missão com o compromisso de sempre: colocar o interesse da Nação acima dos partidarismos, dos projetos individuais e visando ao bem do país que sirvo como cidadão e deputado federal. É fundamental para desencadear o processo de crescimento a crença e o empenho de todos no PAC como um projeto federativo, um projeto nacional.
O plano é bom para o País e os ajustes necessários serão feitos no democrático processo de votação das nove MPs que estão no Congresso Nacional. O principal mérito do PAC é que ele se propõe ser um plano traçado para se atingir o ritmo de crescimento que esperamos para destravar a economia brasileira. Melhor ter um plano que precisa de ajustes do que não ter plano algum, do que não ter projeto de crescimento. A falta de um plano de crescimento, enquanto se espera pelo plano perfeito, transforma-se no plano perfeito para a estagnação. O Brasil e os brasileiros merecem muito mais que isso.
Quero convocar ao engajamento todos os setores produtivos da sociedade. Não adianta o governo acreditar e o Congresso acreditar nas medidas do PAC como promotoras do crescimento. Mais da metade dos recursos para investimentos previstos no programa de crescimento nacional depende das empresas do setor privado. Para a economia crescer é preciso ascender o estado de espírito, a confiança, a credibilidade de todos, dos brasileiros, dos órgãos governamentais, das empresas públicas e privadas.
Acredito que o trabalho de motivação pelo engajamento coletivo cabe ao governo fazer. A começar com posturas de redução de taxas de juros, de controle rigoroso dos gastos públicos e acenando com incentivos fiscais viáveis. Isso para que os agentes do crescimento – públicos e privados – acreditem para valer no plano de crescimento. Disso depende o sucesso do PAC e o futuro do Brasil.
O autor, Milton Monti, é economista e deputado federal, coordenador geral da Bancada Paulista no Congresso Nacional e relator da MP 346, integrante do PAC