08 de julho de 2026
Geral

Idosos querem tratamento mais humano

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 2 min

A saúde, sem sombra de dúvidas, é uma das maiores preocupações dos idosos no País. Mas não é só de falta de remédios que o sistema público de saúde no Brasil está carente. Uma das principais reivindicações estabelecidas por representantes da terceira idade que participaram do Encontro Regional de Idosos de Bauru, realizado ontem, foi “humanidade no trato com os idosos nos atendimentos de saúde e repartições públicas”.

“O problema da saúde se agrava a cada ano e a má vontade e grosseria no atendimento ao idoso pioram com o passar do tempo”, desabafa Ana Maria Michieli Benjamin, 63 anos, coordenadora do encontro. Segundo ela, grande parte dos atendentes dos serviços públicos não tem preparo para tratar dos idosos, nem mesmo paciência. “O idoso precisa ser orientado com calma e carinho”, completa.

Benjamin ainda indicou que é preciso adotar o sistema de mutirões para atender os integrantes da terceira idade. Para ela, diminuir as filas médicas só será possível se o leque de doenças atendidas for ampliado. “Doenças cardíacas, diabetes, catarata. A saúde pública tem que se mobilizar para atender mais do que essas enfermidades”.

Segundo os organizadores, durante o encontro, realizado no prédio da pós-graduação da Instituição Toledo de Ensino (ITE), o problema mais discutido e causador da principal polêmica foi o da saúde. Porém, temas como a assistência social e o lazer também tiveram ênfase. Entre os pontos levantados destacam-se o desenvolvimento e o fomento dos programas de cuidadores, ou seja, a habilitação de pessoas especializadas paracuidar de idosos.

O Encontro Regional de Idosos reuniu representantes de cerca de 16 das 39 cidades convidadas. O público superou as expectativas dos organizadores. Foram mais de 250 pessoas, a maioria mulheres entre 65 e 75 anos. Elas, segundo o que afirmaram, são mais ativas e não esperam que as melhorias para a vida dos mais idosos “caiam do céu”. “Nós ‘falamos pelos cotovelos’ e não temos preconceitos, temos orgulho de nossa idade”, diz Benjamin. As resoluções traçadas durante o encontro serão levadas ao Congresso Estadual do Idoso, marcado para os dias 11 e 12 de setembro, em São Paulo.