08 de julho de 2026
Bairros

Metade dos caminhões de lixo quebra

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Mais da metade dos 18 veículos da coleta de lixo de Bauru parou para manutenção entre segunda-feira e ontem. A quarta-feira começa com sete caminhões na oficina e um oitavo com o motor fundido. Neste caso, para recuperá-lo, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) deverá iniciar processo de licitação, em virtude dos custos.

A frota da coleta de lixo é composta por 18 veículos, sendo necessários 12 para garantir o serviço no município - dividido em 22 setores. Mas só anteontem, exatamente 12 caminhões quebraram. Um deles, sete vezes consecutivas, confirma o presidente da Emdurb, Carlos Barbieri.

Dos 12, nove voltaram à rotina no mesmo dia, porém outros três apresentaram problemas no turno da noite. Ontem, no entanto, o número de veículos quebrados chegou a dez, sendo que quatro foram recuperados ainda durante o expediente. No mesmo período, um outro voltou quebrado.

“Nós começamos o ano com problemas, arrumamos a casa e voltamos a ter problemas. Mas tivemos recorde de conserto num único dia. Mérito dos funcionários da Emdurb”, diz Barbieri. De acordo com ele, as equipes estão tentando melhorar o trabalho de manutenção, não resolvendo apenas problemas pontuais. Já estariam desenvolvendo trabalho preventivo.

Jardim Chapadão

O entrave, porém, é a idade da frota usada na coleta de lixo, muito velha. Em virtude do problema, ficaram sem coleta bairros como Jardim Manchester, Jardim Tangarás, Parque Paulista, a região do Núcleo Presidente Geisel e Parque do Hipódromo. Porém, quem procurou a reportagem para reclamar da falta de coleta foram os moradores do Jardim Chapadão.

Sem água há cinco dias, eles foram forçados a conviver com o mau cheiro e as moscas porque, além da dificuldade em realizar atividades simples como lavar louça, as sacolas de lixo se acumulam na porta das casas.

“Como as ruas não têm pavimentação, não entra nem o (caminhão) pipa nem o da coleta. Já faz uma semana que não recolhem (o lixo)”, queixa-se Andreia Vieira. Somando os problemas do bairro com o calor, a situação chega à calamidade, na opinião do pedreiro Lourenço Rol.

O contexto revolta Antonio Pereira Barbosa, que não descarta organizar uma manifestação contra o abandono do bairro. Uma vizinha dele sugeriu, inclusive, que os sacos de lixo sejam recolhidos pelos moradores e levados até o Palácio das Cerejeiras. A prefeitura, no entanto, não tem previsão de quando as ruas da região serão pavimentadas, segundo a assessoria de imprensa.