08 de julho de 2026
Internacional

Venezuela: montadoras param e prazo para estatização é ampliado

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

La Paz - Quatro das cinco montadoras automobilísticas presentes na Venezuela já paralisaram ou vão paralisar em breve suas linhas de montagem. O motivo é a proibição pelo governo da venda de dólares, necessários para que os fornecedores possam importar matéria-prima e autopeças. Há controle de câmbio no país desde 2003.

A Toyota paralisou sua linha de montagem nesta semana, e a Chrysler já está com a produção parada há duas semanas. Também há 15 dias, a Ford Motor reduziu à metade sua produção normal. E a General Motors marcou a suspensão de suas atividades por duas semanas a partir de 26 de março.

Desde dezembro, o governo restringiu a obtenção de dólares para importar produtos que "não sejam essenciais''. Automóveis e autopeças estão fora desse conceito.

Estatização em Orinoco

Em seu programa de rádio noturno, Hugo Chávez ampliou em seis meses o prazo para tomar o controle acionário das operações de diversas companhias estrangeiras na exploração de petróleo na bacia do rio Orinoco.

Antes, Chávez havia anunciado que o Estado tomaria controle dos negócios no próximo 1º de maio, mas enfrentou resistência das empresas, que criticaram o prazo curto. As negociações ainda nem começaram.

O presidente anunciou que as companhias têm quatro meses para concordar com os termos e condições das nacionalizações e outros dois meses para fechar as transações que seriam apresentadas para aprovação parlamentar.