10 de julho de 2026
Economia & Negócios

‘Oficina de GNV’ é autuada pelo Ipem

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru ainda não tem nenhum estabelecimento apto a fazer a conversão em automóveis para que sejam abastecidos com gás natural veicular (GNV). Por conta disso, na tarde de ontem o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) autuou uma oficina mecânica localizada na avenida Cruzeiro do Sul, que estava oferecendo o serviço sem a licença do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) e a certificação de alguns componentes do kit de peças para a conversão.

O local também não tinha autorização do Corpo de Bombeiros para trabalhar, assim como os funcionários estavam sem os equipamentos de segurança exigidos para fazer o serviço.

Uma equipe de quatro fiscais do Ipem - sendo três deles de São Paulo - autuou o estabelecimento e interditou os 12 kits encontrados para evitar que a atividade continuasse sendo exercida. O material ficou armazenado na própria oficina. O estabelecimento, entretanto, não foi fechado, mas está proibido de oferecer conversões de GNV.

O gerente técnico da empresa, Solrac Lenharo, tem 15 dias para apresentar sua defesa ao Ipem. De acordo com ele, toda a documentação necessária para operar o serviço está sendo providenciada. “Estamos aguardando o laudo do Corpo de Bombeiros e o alvará de funcionamento da prefeitura para encaminhar tudo ao Ipem”, explica.

João Aparecido da Ressurreição Pascoal, supervisor técnico de serviços do Ipem, apontou, durante a vistoria, que a tubulação de alta pressão - uma das peças do kit de conversão - não tinha certificação do Inmetro, ao contrário dos cilindros, válvulas e suportes.

De acordo com ele, o tubo de alta pressão tem a função de transportar o GNV acondicionado no cilindro, que fica no porta-malas do veículo, ao redutor de pressão instalado no motor.

“Se essa tubulação estiver danificada ou sofrer algum dano, seja através de uma batida ou de qualquer outra eventualidade, o risco de uma tragédia (explosão) é iminente”, alerta Pascoal.

Segundo o supervisor, os estabelecimentos que oferecem o serviço também precisam apresentar um engenheiro mecânico ou industrial responsável pela atividade, conforme determina o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea). A empresa autuada também não cumpria essa exigência.

“Além disso, os funcionários que estavam executando a atividade não estavam nem utilizando equipamento de proteção individual. Todo mundo calçava sandálias. Não é o material adequado para trabalhar com o GNV”, acrescenta Pascoal.

____________________

Cautela

João Aparecido da Ressurreição Pascoal, supervisor técnico de serviços do Ipem, orienta aos consumidores interessados em utilizar GNV para que verifiquem se a empresa consultada está habilitada para fazer a conversão.

A informação, segundo ele, pode ser obtida no site do Ipem (www.ipem.sp. gov.br), onde estão descritas todas as empresas aptas do País.

Segundo Pascoal, para obter a regulamentação necessária no Ipem, a empresa tem de arcar com o custo de R$ 1.500,00. O valor, no entanto, varia conforme o porte da oficina e as deficiências que precisam ser corrigidas.