De acordo com o supervisor técnico de serviços do Ipem, João Aparecido da Ressurreição Pascoal, muitos acidentes ocorridos em oficinas de GNV poderiam ser evitados se as empresas respeitassem as exigências dos órgãos reguladores da atividade.
“Para trabalhar com GNV precisa ter conhecimento específico. Todos os acidentes documentados em São Paulo aconteceram em oficinas não registradas no Inmetro, que não utilizavam material certificado e não dispunham de pessoal qualificado”, completa.
Solrac Lenharo, gerente técnico do estabelecimento autuado em Bauru ontem, afirma ter certificação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para executar o serviço. “O problema da falta de certificação do material ocorreu porque a pessoa que fez a compra em São Paulo não tem o conhecimento técnico que eu tenho. De certa forma, não percebi esse problema”, justifica.
O gerente da oficina disse ainda que soma quase sete anos de experiência no ramo e que já converteu três mil carros para GNV, quando ainda trabalhava na Capital. Lenharo afirmou que pretende contratar profissionais especializados para o serviço.
Pascoal, do Ipem, acredita que outras oficinas em Bauru estejam operando na ilegalidade.