09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Consumidor prefere degustar iogurtes e sucos

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Quem já não sentiu a tentação de provar uma uva, um biscoito ou até mesmo um achocolatado dentro do supermercado? Muitas vezes, esse desejo é colocado em prática por consumidores.

Em Bauru, se os chocolates e produtos de higiene pessoal estão no topo dos itens mais furtados, os iogurtes e sucos lideram o consumo interno dos clientes. O problema é que, na maioria das vezes, as pessoas não pagam o que consomem.

O supermercadista Jair Barbosa de Lima diz que em sua loja, no bairro Higienópolis, a incidência é freqüente. Ele confirma que os iogurtes são os itens preferidos daqueles que costumam degustar alimentos dentro da empresa. “Muita gente, para não pagar o que comeu ou tomou, esconde a embalagem vazia atrás de outros produtos nas gôndolas”, relata.

Em outra loja varejista da cidade, no Jardim Ferraz, os iogurtes, ao lado dos biscoitos, também são os itens mais degustados internamente pela clientela. “Os lançamentos são os maiores alvos”, comenta o gerente Donato da Silva.

Mas o cardápio varia em outros pontos comerciais da cidade. Numa das maiores redes supermercadistas de Bauru, os sucos em caixinha têm a preferência dos consumidores que costumam comer dentro dos estabelecimentos da empresa. “A maioria joga a embalagem na própria loja. São poucos os que pagam após comer”, destaca Daniela Passerotti, gerente de marketing do grupo.

Segundo ela, se todos os clientes que passam pela rede comessem uma uva, os prejuízos somariam R$ 1 milhão ao ano. A estimativa foi obtida através de pesquisa encomendada pelo empreendimento.

De acordo com as empresas, os prejuízos decorrentes dessas situações já foram maiores. Atualmente, com a instalação de sistemas de filmagem, contratação de seguranças e a fixação de placas orientando o não-consumo dentro da loja, a prática tem diminuído consideravelmente.

O que tem ajudado muito também, de acordo com os entrevistados, são as degustações promovidas pelos fornecedores de alguns produtos.

“Esse tipo de evento tem sido um grande aliado. Muita gente acaba provando o item oferecido e deixa de abrir algum produto dentro do supermercado”, comenta Passerotti.