O maior desafio do Departamento de Água e Esgoto (DAE) para ampliar as oportunidades de investimento não é somente o equilíbrio das receitas com o custo do metro cúbico de água produzida, mas diminuir a conta de consumo de energia elétrica para retirar o produto de 28 poços profundos. As contas da autarquia referentes a 2006 mostram que, em média, são gastos 25% das receitas com os pagamentos mensais da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).
O DAE paga o equivalente a R$ 900 mil mensais de consumo de energia elétrica segundo o presidente do departamento, José Clemente Rezende. “O consumo de energia elétrica é elevado e é produto do abastecimento feito na produção por bombas elétricas instaladas em 28 poços e os motores do sistema de captação do rio Batalha”, conta. Segundo ele, o sistema Batalha abastece cerca de 35% da cidade, sendo o restante de água subterrânea. “Isso encarece muito o sistema e a saída será apostar em programas de otimização de energia estudados com a CPFL e continuar investindo em alternativas para o futuro”, argumenta.
Segundo o gerente de mercado da CPFL, Airton Rosek, é viável a ampliação do programa de eficiência energética que a companhia oferece para órgãos públicos. “Nós temos uma experiência com o DAE e estamos prontos para ampliar o programa, que tem trazido resultados substanciais em outros municípios. A relação entre o custo do programa e a redução no consumo de energia é bastante convidativo”, explica Rosek.
O DAE arrecadou R$ 48,6 milhões em 2006, sendo R$ 5 milhões destinados exclusivamente para o programa de tratamento de esgoto. A autarquia não conta com dívidas sem negociação e as de longo e médio prazo estão em acordos de parcelamento com órgãos como o INSS (R$ 1 milhão) e a Receita Federal (R$ 2,3 milhões).