09 de julho de 2026
Nacional

Assassinos de franceses pretendiam queimar corpos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Os três suspeitos de matar os franceses Christian Doupes, Delphine Douyere e Jérôme Faure, anteontem, em Copacabana (zona sul do Rio), pretendiam atear fogo ao apartamento deles para destruir os corpos e as provas do crime, segundo a Polícia Civil. “Eles só não conseguiram causar o incêndio porque esqueceram os fósforos e não encontraram nenhum no apartamento”, diz o delegado-adjunto Marcos Castro, da 12.ª DP (Copacabana).

Segundo Castro, uma garrafa de álcool foi encontrada no apartamento e os suspeitos confessaram a intenção. Os três estrangeiros chefiavam a ONG Terr’Ativa, que funcionava no mesmo apartamento que foi invadido por Társio Wilson Ramires, 25 anos, Luís Gonzaga Gonçalves de Oliveira, 28 anos, e José Maciel Gonçalves Cardoso, 35 anos. O trio ficou no escritório da ONG à espera dos franceses, que também moravam no prédio. Faure foi o primeiro a chegar e a ser morto. Logo depois, Doupes e Douyere, que eram casados, também chegaram e foram mortos, depois de tentar reagir.

No momento do crime, os suspeitos usavam máscaras de Carnaval para não serem reconhecidos e luvas cirúrgicas, ainda de acordo com a Polícia Civil. Ramires era funcionário da ONG e, segundo a polícia, confessou ter desviado dinheiro, o que teria motivado o crime. “Ele (Ramires) disse que desviou R$ 80 mil, mas agora é que vamos começar a investigar o estelionato”, diz Castro. “Vai ser mais difícil que os próprios homicídios, porque dependemos de dados de contas bancárias, informações sobre cheques e dependemos da Justiça para obter isso”, completa.

Os três supostos envolvidos no crime já foram ouvidos e transferidos para a carceragem da Polinter. Dentre os suspeitos, apenas Cardoso negou ter participado do homicídio. Para o delegado, a ação foi premeditada, ou seja, o grupo foi para o apartamento com a intenção de matar os franceses.