09 de julho de 2026
Política

Saúde será dividida em 20 distritos

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Tuga Angerami (sem partido) disse ontem que a área de Saúde vai passar por reestruturação operacional e de gestão a partir deste ano, com a criação de 20 distritos sanitários, incluindo Tibiriçá, que vão formar o mapa de atuação no segmento de acordo com as peculiaridades de cada região, sua população e o perfil dos usuários. Do lado administrativo, o projeto apresentado ao Executivo prevê o fim dos departamentos para a instalação de coordenadorias distritais.

Segundo Angerami, a implantação da reestruturação depende da avaliação do impacto físico-financeiro do projeto e, sobretudo, das repercussões que o programa traria para as despesas com pessoal no Município. A proposta inclui otimizar funções e reordenar o preenchimento de funções de confiança. O sistema conta hoje com 168 cargos disponíveis, sendo 34 não preenchidos. A mudança prevê redução e o número final pode cair em 50%.

Mas a principal alteração proposta muda o conceito e a operacionalização na distribuição das unidades de Saúde.

Atualmente, todas as unidades Básicas, por exemplo, estão vinculadas a um Departamento, sem setorização. Do outro lado, um único Departamento abriga o serviço de urgência e emergência. Com a inversão da pirâmide de atendimento pretendida pelo governo local, a urgência deve ficar com cerca de 35% da demanda, contra a metade do bolo registrada hoje. “O estudo apresenta as unidades básicas integradas com o programa de saúde da família (PSF) e serviços especiais, nos locais onde eles existem, por região, e a integração com a urgência onde também ela se dá, como no Centro, e a junção com o suporte do Samu. Cada grupo de unidades formará uma coordenaria, de acordo coma distribuição geográfica”, explica o secretário Municipal de Saúde, Mário Ramos.

Distritos sanitários

A principal alteração no projeto já discutido entre prefeito e secretário estará, se implantado, na forma de visualizar o usuário, seu perfil e a forma de atendê-lo. O distrito sanitário da região do Centro, por exemplo, está mapeada em abrangência sobre 28 mil pessoas, sendo 15 mil mulheres e 13 mil homens.

Conforme o estudo, a maior faixa está no intervalo entre 25 e 30 anos, mas a média com maior incidência de moradores situa-se na escala de idosos. “Esta diretriz populacional, aliada aos dados do sistema que passará a ser on line e sistematizado, nos fornece elementos para apontar uma diretriz com menos horas de atendimento para pediatras, por exemplo, neste setor, mas, ao mesmo tempo, de necessidade de programas voltados aos idosos e maior tempo de hora/consulta para especialidades como a geriatria, a fisiatria”, explica Mário Ramos.

Na região do Santa Edwirges o quadro é diferente. Lá, onde existe ferramenta adicional de diagnóstico, através do PSF, a Saúde tem a obrigação de saber quais são os indicadores de doenças e outros. Nesta região, os dados apontam para 23 mil pessoas, com equilíbrio entre homens e mulheres. “A população é mais jovem, com menos idosos. Mais de 50% estão na faixa de até 20 anos nesta região. Com isso este distrito sanitário exige maior atenção no controle de natalidade, na saúde da criança e em programas como o banco de leite materno, com mais horas de pediatra que no Centro”, exemplifica Ramos.