09 de julho de 2026
Regional

Oposição racha na Câmara de Jaú

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A indicação de um nome para ocupar a vaga de diretor da Câmara de Jaú (47 quilômetros de Bauru) pode gerar um racha no grupo de oposição, criado no final do ano passado, para apoiar a nomeação da vereadora Rita de Cássia Chacon (PFL) na presidência do Legislativo.

Após assumir a presidência, no início deste ano, Chacon promoveu mudanças em cargos de confiança. Entre elas, a indicação de Cleonice Furquim para ocupar a diretoria do Legislativo. No entanto, o pedido de demissão de Furquim, nesta semana, após dois meses na função, causou polêmica entre alguns vereadores.

Pelo menos três cargos são estratégicos na Câmara e, geralmente, os ocupantes são indicações da presidência da Casa. São eles: a gerência Jurídica, a assessoria financeira e a diretoria. Desde que assumiu a presidência, Chacon já trocou o gerente jurídico e a direção da Casa. A escolha de Furquim para ocupar o cargo. No entanto, conforme o JC apurou extra-oficialmente, teria sido feito por Chacon sem consulta prévia aos cinco vereadores do seu grupo de apoio, entre eles Newton José Colló (PTB) e Maria Heloiza Almeida Campana Leite (PTB).

Nesta semana, Furquim pediu demissão do cargo que, segundo a reportagem apurou, estava sendo cobiçado por um dos parlamentares, o que teria culminado em discussão no plenário da Câmara.

Na última sessão do Legislativo, o vereador Newton José Colló (PTB) fez um comentário lamentando a saída da diretora da Casa que, em sua opinião, estaria realizando um bom trabalho. A polêmica, no entanto, foi criada quando o vereador disse que ela teria sido “apunhalada” pelas costas.

A vereadora Maria Heloiza Almeida Campana Leite (PTB) argumentou, ao se manifestar sobre o assunto em plenário, que foi contrária à permanência de Furquim devido a um suposto acordo que teria sido firmado no fim do ano passado entre o grupo de oposição com a presidência da Casa, mas que não teria sido cumprido.

“Eu quero dizer que não faço parte desse rol (time) de pessoas. Nem eu tampouco o vereador Colló. Posso ser apunhalada pelas costas, porém não apunhalo os outros pelas costas”, disse.

A presidente da Câmara comentou que o seu posicionamento sobre a questão continua o mesmo.

“Na reunião que nós fizemos, eu avisei que iria colocar pessoas da minha confiança no Jurídico e que na Diretoria também faria o mesmo, porque se amanhã eu tiver algum problema com o Tribunal de Contas, a responsabilidade pela devolução de dinheiro só será minha”, argumentou.

Chacon lembrou também que não pretende correr riscos desnecessários uma vez que, em outras ocasiões, chegaram pedidos de devolução de dinheiro para ex-presidentes da Casa por serem responsáveis pela indicação dos cargos de confiança.

Até o final deste edição, o cargo de diretor da Casa continuava vago. Caso Chacon não “costure” um nome de consenso com os vereadores que se sentiram “traídos” com a primeira indicação sem consulta, corre-se o risco do grupo de oposição rachar, após apenas 2 meses de formação.