09 de julho de 2026
Internacional

Kirchner faz campanha no Congresso

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Buenos Aires - Em clima de campanha política, o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, exaltou ontem as vitórias de seu governo em duas horas e quinze minutos de um discurso transmitido ao vivo pelos principais canais abertos de TV do país.

Ele defendeu a parceria com a Venezuela de Hugo Chávez e, despegando-se da imagem “entreguista” que atribui aos ex-presidentes Carlos Menem (1989-1999) e Fernando de la Rúa (1999-2001), enviou novo recado aos EUA.

“A Argentina da crise está ficando para trás”, disse Kirchner. “É hora de atingirmos a maioridade. Não tenhamos medo, porque ninguém se subordina ideologicamente a ninguém. Este país sempre será latino-americanista, independente, plural”, declarou.

Foi o último pronunciamento de Kirchner no Congresso argentino antes das eleições para a Casa Rosada, em outubro. Não se sabe ainda se o presidente concorrerá à reeleição ou se vai apoiar o nome da mulher.

Quando chegou ao prédio do Congresso, por volta do meio-dia de hoje, Kirchner foi recebido, sob chuva, por dezenas de pessoas, boa parte representantes de grupos piqueteiros favoráveis ao governo.

FMI

O presidente também avisou que não negociará com o FMI a dívida da Argentina com o Clube de Paris, que reúne 19 países que são credores internacionais. A exigência de que o país fizesse um acordo de pagamento através do FMI veio dos credores e do próprio Fundo.

A Argentina deve cerca de US$ 6,5 bilhões ao Clube de Paris. Buenos Aires quer três anos de carência, seguidos de dez anos para pagar, com taxa de 6,5% ao ano.

Desemprego

Kirchner também comemorou hoje o fato de a Argentina ter encerrado 2006 com desemprego de 8,7%, segundo o Instituto de Estatísticas e Censos. O cálculo não considera como desempregados os beneficiários de planos sociais do tipo do Bolsa Família brasileiro.