07 de julho de 2026
Ser

Com licença...

Consultoria: Glorinha Braga Ortolan*
| Tempo de leitura: 4 min

Comportamento nos condomínios

Foi-se o tempo em que as pessoas moravam em casas e tinham vizinhos ao lado, onde a conversa acontecia nas calçadas ou nas janelas. Hoje, por várias razões, os condomínios estão crescendo e, pela falta de tempo, as conversas raramente acontecem.

A convivência em um condomínio exige, em primeiro lugar, educação. Mas não é o suficiente. Exige também regras de comportamento, tolerância, respeito, simpatia e responsabilidade. Somente com essas atitudes consegue-se humanizar o condomínio.

O ser social carece de aconchego, de calor humano, enfim, de pessoas com quem possa repartir seus sentimentos. No condomínio, muitas pessoas residem e devem compartilhar o conforto, o lazer, a segurança e a convivência. Entrar no elevador e cumprimentar as pessoas sorrindo já é um bom começo.

O tom de voz, os gestos e o modo de falar com aqueles que nos relacionamos e também com as pessoas que trabalham no local demonstram a educação dos moradores.

Aceitar as diferenças e as opiniões dos outros é um requisito importante para uma convivência harmônica. As pessoas têm necessidades e vontades diversas. Uma delas é ter um animal em casa, vontade essa que requer responsabilidade. Deixar um animal sozinho em casa, latindo o tempo todo, não é agradável para os vizinhos.

Uma atitude muito comum dos moradores é produzir som alto, seja durante o dia ou à noite. É falta de respeito para com os moradores. O fato de querer ouvir música com o volume máximo é esquecer que algumas pessoas precisam do silêncio para trabalhar, descansar ou até mesmo repousar, porque estão adoentadas.

As crianças dão vida e encanto aos condomínios. Sendo bem orientadas pelos pais, trazem um colorido especial para os adultos. Elas devem ser educadas, não só para viver em suas casas, mas também na comunidade, aprendendo que a vida tem limites. Jogar bola na entrada do prédio não só oferece perigo para os moradores que por ali passam como pode danificar janelas, portas de vidro e até as plantas sofrem com as boladas.

Tratar as pessoas que trabalham no prédio com respeito, dizendo sempre por favor e muito obrigado(a), não jogar papel no chão (coisa que não se faz em casa) são atitudes que diferenciam algumas crianças que por isso merecem elogios.

Jogar nas lajes tocos de cigarro, palitos de dente, cotonetes e outras coisas é uma atitude muito negativa, pois indica que não se respeita o lugar onde mora. Os empregados, que poderiam gastar este tempo em coisas mais proveitosas, ficam recolhendo sujeira que pessoas desleixadas jogaram pela janela ou da varanda.

A garagem demarcada é de uso exclusivo do seu morador. É muito desagradável chegar de uma viagem com o porta-malas lotado e encontrar a sua garagem ocupada. Isto é imperdoável!

Discussão existe em todo lar. Cada pessoa tem sua personalidade e suas convicções. Mas, lembrem-se, em casa de pessoas educadas não existem gritos. Evitar repartir brigas com os vizinhos.

Se o ser humano é social, o conviver, quanto mais prazeroso, mais humano será. Viver em um condomínio requer, no mínimo, respeito e tolerância. Quanto mais gentis forem as atitudes de seus moradores, eles mais alegres e felizes serão.

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Curiosidade

O que faz a diferença entre o uísque e o scotch, segundo o maior colecionador de uísque do mundo, o paulistano Claive Vidiz, de 73 anos e com um acervo de 3.384 garrafas, são duas coisas: a turfa e as urzes.

“A turfa – espécie de carvão vegetal usada no processo de secagem da cevada – é que garante o aroma defumado do uísque escocês. A Escócia é o único país do mundo que tem uma turfa com qualidade para ser usada no processo de fabricação da bebida.

Também importantes na fabricação do escocês são as urzes. Típicas dos campos montanhosos do país, são pequenos arbustos com flores coloridas e perfumadas. A água de chuva que cai sobre elas se enche de perfume e, em seguida, escorre sobre a turfa, proporcionando aromas e sabores especiais.

A natureza foi generosa com a Escócia. A água é puríssima, a cevada é de ótima qualidade e o clima, mesmo chuvoso, tem uma temperatura ideal para a produção do uísque.

Então, o que se faz fora da Escócia é um uísque, mas não chega a ser um scotch” (Jornal Valor, edição de 29 de janeiro de 2007).

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* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania”

www.educacaoerequinte.com.br