Criado em agosto do ano passado, o programa de microcrédito da Prefeitura de Bauru ainda engatinha. Até o momento, foram disponibilizados apenas R$ 1.742,95 a cinco pessoas que participaram dos cursos de geração de renda oferecidos pela Secretaria de Bem-Estar Social (Sebes) e pelas entidades conveniadas.
O recursos são provenientes do Fundo Municipal de Assistência Social. Adriane Julião, chefe da seção de incubação a empreendimentos solidários da pasta, reconhece que os valores ainda são baixos. “Como o projeto é recente, poucos usuários estavam capacitados a obter o microcrédito quando ele foi criado”, explica.
O microcrédito é destinado aos usuários da rede socioassistencial do município. Para ter acesso ao programa a pessoa tem de participar de todos os módulos dos cursos de geração de renda. Terminada essa etapa, o interessado pode procurar a assistente social e começar a montagem de um plano de negócios. Caso a idéia seja considerada viável, o crédito é aprovado.
“Basta, então, que o usuário se encaminhe até à Caritas Diocesana e requisite o empréstimo”, explica Julião. A única garantia exigida para que o pedido seja aprovado é um declaração solidária, feita por algum conhecido da pessoa (de preferência algum comerciante do bairro), comprovando que o interessado em obter o crédito é uma pessoa idônea.
O empréstimo não é feito em dinheiro, mas sim em espécie. “Suponhamos que alguém queira comprar uma máquina de costura. Essa pessoa precisa se dirigir a três diferentes estabelecimentos, fazer os orçamentos e depois os levar até a Caritas”, explica Julião.
A entidade (ligada à Curia Diocesana de Bauru) adquire então objeto e o encaminha para o interessado. O microcrédito tem juros de 0,5% ao mês, que são cobrados somente a partir da quarta parcela. O valor máximo que uma pessoa pode obter por meio do programa é R$ 700,00. “Essa quantia pode ser paga em até 15 parcelas”, afirma Julião.
Darci Nogueira, morador do Parque Jaraguá, foi o primeiro usuário da Sebes a acessar o microcrédito, no final do ano passado. “Comprei uma máquina de costura”, diz. Atualmente ele paga prestações mensais de R$ 38,60 pelo empréstimo.
“No meu caso, isso eqüivale a um dia de serviço. Nem chega a pesar no orçamento de casa”, afirma ele. Julião diz esperar que o número de participantes do programa suba para 20 nos próximos quatros meses.