11 de julho de 2026
Bairros

Projetos sociais são alternativa de sobrevivência no município

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Mais do que meros empreendimentos capitalistas, os negócios surgidos a partir dos projetos de geração de renda mantidos pela Secretaria Municipal de Bem-Estar Social (Sebes) e pelas entidades conveniadas são um meio de sobrevivência para muitas famílias carentes do município. Só no último ano, 1.268 pessoas alcançaram algum tipo de formação profissional através de cursos oferecidos pelo órgão.

Apesar de já apresentar resultados expressivos, o programa ainda não conseguiu introjetar plenamente o espírito empreendedor entre as camadas mais pobres da população de Bauru. Até o momento, poucos ex-alunos dos cursos da Sebes quiseram se arriscar no mundo dos negócios. Não que falte incentivo da parte das assistentes sociais. O programa de geração de renda tem duração de seis meses e é dividido em partes.

Após cumprirem a etapa de aprendizado, os participantes passam a freqüentar um módulo gerencial, que consiste basicamente em palestras, dinâmicas de grupo e elaboração de planos de negócio, como apoio.

“O objetivo desse estágio é incentivar o empreendedorismo entre os usuários. Tentamos criar neles a noção de associativismo e economia solidária”, explica Bárbara Sá Peresin, da empresa júnior do curso de administração da Instituição Toledo de Ensino (ITE), que presta assessoria aos participantes do geração de renda

“Trabalhando em grupo, as pessoas têm maiores chances de se firmar no mercado. Elas podem dividir os custos entre si e obter mais força nas negociações com fornecedores. Por outro lado, se alguém quiser atuar sozinho, daremos todo o apoio necessário”, acredita Kellen Cristina Caldeira bento, diretora da divisão de inclusão produtiva da secretaria.

Maria Auxiliadora da Silva Gonçalves, 25 anos, mora no Parque Jaraguá, zona noroeste de Bauru, e resolveu seguir os conselhos das assistentes sociais da Sebes. Atualmente, ela, a mãe, duas irmãs e mais duas tias resolveram montar uma associação. “Cada uma faz um tipo de trabalho. Uma costura, outra faz crochê, outra faz patchwork, e vamos nos virando”, diz. Por enquanto os ganhos obtidos no negócio (que ainda não está regularizado) têm sido pequenos.

“Dá R$ 300,00 por pessoa, mais ou menos”, diz ela. Apesar disso, elas demonstram confiança com relação ao futuro do empreendimento. Tanto que até mandaram confeccionar cartões de visitas para distribuir aos clientes.