A tranqüilidade ameaçada do bairro carioca do Leblon dá lugar ao agito de Copacabana a partir de hoje, quando estréia “Paraíso Tropical”, nova dobradinha do diretor Dennis Carvalho com o autor Gilberto Braga - aqui auxiliado pelo novelista Ricardo Linhares - no horário nobre da Globo.
Além da mudança de bairro, muita coisa diferencia a nova trama de sua antecessora. Fã confesso dos folhetins clássicos, Gilberto Braga promete rechear os próximos oito meses com intriga, romance e humor. “Não gosto que a trama pare, gosto daquele suspense que deixa a gente curioso para saber o que vai acontecer no capítulo seguinte. Quando sinto que (a obra) está começando a ficar parada, fico muito aflito para que aconteçam coisas novas”, fala Braga, que chega à 15.ª novela após fazer história na emissora com sucessos como “Dancing Days” (1978), “Vale Tudo” (1988) e “Celebridade” (2003).
É justamente pela praia mais famosa da Cidade Maravilhosa que passeiam os executivos Daniel (Fábio Assunção) e Olavo (Wagner Moura), diretores do Grupo Cavalcanti - fundado pelo rigoroso Antenor (Tony Ramos). Jovem brilhante, Daniel parte do Rio para a Bahia incumbido de comprar um sofisticado complexo hoteleiro.
De quebra, descobre o amor de sua vida: Paula (Alessandra Negrini). A atração entre o casal é imediata, porém a moça esconde que é filha da cafetina Amélia (Suzana Vieira) - combatida, ironicamente, pelo mocinho - e desaparece misteriosamente.
Mas também em Copacabana não faltam empecilhos para a felicidade dos protagonistas. Lá, as armações são lideradas por Olavo. Sobrinho de Antenor, o vilão está disposto a tudo para desbancar o rival - que o tem como amigo - a qualquer custo. “Ele vai armar golpes para cima de Daniel, um homem inocente que está em seu caminho”, conta o autor.
A grande pedra no sapato da heroína também passeia pelo calçadão de Copacabana. Trata-se de Taís (interpretada também por Alessandra Negrini), sua irmã gêmea, de quem ela não tem conhecimento. Vendedora de jóias falsas no bairro, a vigarista é confundida com a irmã por Daniel, o seu passaporte para a ascensão.
Trambiqueiros e garotos de programa, por sua vez, dividirão ainda o espaço com moradores típicos do bairro ao longo da novela no caótico edifício Copamar. Locação principal das divertidas confusões entre esses diferentes personagens, o prédio é inspirado no verídico edifício Master. “Garanto que conheço muito bem Copacabana, onde vivi de 1956 a 1976, mas novela é ficção”, avisa o novelista.
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Quem é quem em
Antenor Cavalcanti (Tony Ramos). Poderoso empresário do Grupo Cavalcanti, tem um caráter forte e dominador. Competente, extremamente dedicado ao trabalho, tem um casamento tradicional com Ana Luísa (Renée de Vielmond), mas é infiel. Carrega a dor da perda do único filho em um desastre
Daniel (Fábio Assunção). Filho do caseiro da mansão dos Cavalcanti, trabalha como executivo das empresas do milionário Antenor. Homem de origem simples, soube aproveitar as chances da vida. Competente, franco, honesto e sensível, apaixona-se por Paula (Alessandra Negrini) assim que eles se conhecem.
Paula (Alessandra Negrini). Bonita, forte e decidida, não tem nada de ingênua. Muito ética, faz de tudo para ser justa com os outros. Foi criada pela mãe, Amélia (Suzana Vieira), e embora não concorde com a atividade da dona do bordel, tem uma boa relação com ela. Apaixona-se perdidamente por Daniel
Taís (Alessandra Negrini). Bonita, egoísta e inteligente, vive na periferia da sociedade carioca. Vende jóias falsas. Seu maior desejo é fazer parte do mundo dos ricos. Apesar de ter sido criada pelo avô, Isidoro (Othon Bastos), acha que ele é um peso que a impede de ascender socialmente
Olavo (Wagner Moura). Executivo inteligente e ambicioso, não suporta o fato de o tio Antenor preferir Daniel como seu sucessor nas empresas. Tem um alto cargo no Grupo Cavalcanti, mas inveja o rival. Cínico e perigoso, é sempre simpático e aparenta ter uma boa relação com todo mundo.