11 de julho de 2026
Articulistas

‘Páginas da Vida’ - virtualidade x realidade


| Tempo de leitura: 2 min

É incrível como a novela tem o poder de prender, persuadir, deixar as pessoas pensando naquilo que foi o capítulo anterior, o atual, e o como será o próximo?

Confesso que não sou assíduo assistente de novelas, mas comecei a acompanhar alguns capítulos da novela “Páginas da Vida” e pude perceber o poder da comunicação que representa a televisão.

Talvez até Lula esteja gostando desta virtualidade toda, pois enquanto estamos pensando nisto, não estamos pensando nele, no crescimento do PIB, nos novos salários dos magistrados.

É fácil perceber que a novela em si, naquele momento da relação virtual, desvia tudo e toda dificuldade que temos, isto é, em cada cena o autor milimetricamente consegue atingir todas as camadas da sociedade, onde cada uma se identifica com algum personagem então existente.

A novela "Páginas da Vida" conseguiu captar esta enorme ansiedade de cada segmento da sociedade e transmitir mensagens subliminares aos seus telespectadores.

É possível que você se identifique com um grupo de relação que a novela tenha apresentado no tema (Marta, Sandra, Greg, Helena, Eliseu, etc.) e é bem possível que você tenha deixado de assistir sua aula de Direito Civil na faculdade e ficou grudado na novela para acompanhar o julgamento da causa pelo Francisco e Clara.

Tudo perfeito: juiz, MP, partes, e a decisão final que talvez seja o que todo mundo esperava acontecer: prevalência das relações de afinidade, de crescimento, de ajuda, de cuidado, ao invés do simples comando do exame do DNA.

Hoje o que vale é a relação, é o viver, não importando com quem, como e de que forma. Manoel Carlos, o autor de Páginas da Vida, soube captar todas as relações que vivemos hoje em sociedade, não importando o sexo, a idade ou a renda familiar. Há quem diga que renascemos com isto, com esperança, igualando-nos a todos, não importando muito se o momento vivido é virtual ou real!

Novos tempos!

O autor, José Aparecido Bordão Alves, e professor do CTI e advogado - OAB 23.5841