O excesso da violência que abala a cada dia o Brasil fazem com que facções criminosas não temam as mais altas autoridades do país.
Outro dia, no Rio de Janeiro, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Ellen Gracie, foi vítima de assalto na linha vermelha. No carnaval, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ficou algumas horas como refém de ladrões que invadiram a chácara de um empresário na cidade de Ibiúna.
Alguns dias antes do carnaval foi aprovado pelo Senado um projeto de lei que proíbe o contingenciamento de verbas referentes a programas de segurança publica. A aprovação ocorreu ainda sob o choque causado pela morte brutal o menino João Hélio Fernandes Vieites, arrastado pelos criminosos que roubaram o carro de sua mãe no Rio de Janeiro.
Um mês depois de assumir a Ministério da fazenda, Guido Mantega determinou o contingenciamento de R$ 20 bilhões. Essas suspensões, que na prática tornam-se cancelamentos de verbas, têm sido usados para o governo federal manter o chamado superávit primário e manter a inflação sob controle. Em outras palavras, o governo deixa de investir para garantir a estabilidade no mercado financeiro. A bem da verdade, o governo vem contingenciando recursos previstos para varias áreas, incluindo educação, saúde, saneamento e infra-estrutura.
Portanto, a lei aprovada no Senado irá para apreciação na Câmara dos Deputados, onde poderá ser aprovada ou rejeitada. A possibilidade de aprovação é grande, visto que nenhum deputado deseja ser taxado, neste momento, contribuindo para manter a segurança no país.
Seria interessante para todos que após ter passado pela experiência traumática, o ministro Guido Mantega seja uma voz dentro do governo pelo superávit na segurança, ao invés do superávit primário.
Gustavo Gomes da Silva - estudante