11 de julho de 2026
Cultura

Ângela Maria relembra carreira hoje em Bauru

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 3 min

“A Dercy Gonçalves não está por aí, aprontando até hoje?” A pergunta de Ângela Maria não deixa margem a quaisquer comentários. O pique do início de carreira é o mesmo que a mantém vitoriosa mais de 50 anos depois. É com esta energia que a cantora chega hoje no Beef Street do Alameda Quality Center para emocionar o público cantando “Tango pra Tereza”, “Babalu”, “Gente Humilde”, “As Rosas Não Falam” e outros sucessos consagrados por sua voz.

As Bodas de Ouro da carreira foram comemoradas há três anos com a gravação do CD “Disco de Ouro”, o 111.º álbum. No disco, Ângela Maria mostra que, mais que uma cantora popular, é um mito da música brasileira, responsável por inspirar artistas como Elis Regina, Clara Nunes e Milton Nascimento.

Mas alcançar o sucesso foi um processo gradual e muito difícil. Enfrentando resistências da própria família, Ângela freqüentava escondida shows de calouros até ser crooner, atuar em rádios e adquirir o prestígio nacional e internacional com diversas turnês pela Europa, Estados Unidos, América Central e África. “Foi difícil porque ser cantora era uma profissão discriminada. Por isso, tive que enfrentar coisas terríveis, mas, graças a Deus, saí vencedora”, recorda a cantora.

O auge da carreira é lembrado com entusiasmo por Ângela. “Minha coroação como Rainha do Rádio no Teatro São Caetano, em 1954, foi inesquecível. Eu cheguei ao palco carregada no trono por quatro rapazes da Força Aérea”, recorda Ângela, de uma época em que ser cantora não era coisa para amadores. “Quando comecei, não havia esses truques de hoje, onde cada instrumento é gravado separadamente. Ou você era cantor ou não era”, diz.

Trajetória

Ângela Maria é o nome artístico de Abelim Maria da Cunha, nascida em 1928 em Conceição de Macabu, Rio de Janeiro. Começou a carreira cantando no coro de igreja. Depois, passou a participar de programas de calouros, enquanto trabalhava numa fábrica de lâmpadas. Adotou o nome de Ângela Maria para não ser identificada pela família.

Como vencia todos os concursos, foi cantar no famoso Dancing Avenida e depois na rádio Mayrink Veiga. Em 1951, fez sua primeira gravação em disco. Veio assim o sucesso que sempre lhe acompanhou. Em 1996, foi contratada pela gravadora Sony Music e lançou o CD “Amigos”, com a participação de vários artistas como Roberto Carlos, Maria Bethânia, Caetano Veloso e Chico Buarque.

O trabalho foi um sucesso, com direito a show no Metropolitan, atual Claro Hall do Rio de Janeiro, e Especial na Rede Globo. O disco vendeu mais de 500 mil cópias. Foi uma fase muito feliz da carreira da cantora que, no ano seguinte, apresenta o álbum “Pela Saudade Que Me Invade”, com sucessos de Dalva de Oliveira, e um ano depois grava ao lado de Agnaldo Timóteo o CD “Só Sucessos”, também na lista dos 100 CDs nacionais mais vendidos. Após a saída da Sony, Ângela voltou a gravar em 2003 pela Lua Discos, o “Disco de Ouro”, um passeio pela MPB, de Djavan a Dolores Duran. (Fonte: Wikipedia)

• Serviço

Ângela Maria se apresenta hoje, a partir das 21h, no Beef Street do Alameda Quality Center (rua Luis Levorato 1-55, na altura do quilômetro 335 da Rodovia Marechal Rondon). O ingresso custa R$ 79,90 e dá direito a um delicioso jantar com entrada e prato principal a escolher entre diversas opções. Mais informações: (14) 3321-5005.