Às 15h10 de ontem, o termômetro do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) marcou 34,4 graus, a maior temperatura deste ano. E para piorar a sensação térmica, o bauruense enfrentou, ontem, o segundo dia consecutivo de umidade relativa do ar inferior a 20%: às 15h05 foi registrada a menor umidade do ar do dia, 16%, mesmo percentual da segunda-feira, como noticiou o JC na edição de ontem.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta como ideal para o ser humano umidade do ar entre 50% e 70%. Quando o índice está abaixo de 20%, a OMS indica decretar alerta e suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre das 10h às 18h e usar soro fisiológico para olhos e narinas.
Mas o calor neste mês não é anormal. Em março de 2005, por exemplo, o IPMet marcou 36,6 graus. No mesmo mês em 2003, 35 graus.
E queimadas em terrenos baldios pioram ainda mais a situação do ar. Ontem, o Corpo de Bombeiros apagou fogo em quatro imóveis na cidade, mas recebeu reclamações sobre outros locais onde as chamas foram debeladas por moradores ou já haviam acabado quando os policiais chegaram. Uma moradora do Jardim Bela Vista conta que de seu prédio percebeu vários pontos de queimada ontem.
Neusa dos Santos, também moradora do bairro, reclama que estava sentindo dificuldade para respirar. “Eu, que tenho bronquite, além do calor, estou sofrendo para respirar. Parece que falta ar”, diz.
Quem trabalha ao ar livre sofre nesta época do ano. Os carteiros estão entre essas categorias. Os Correios informaram através de sua assessoria que além de boné, fornecem óculos escuro, camisa de manga comprida e filtro solar aos carteiros. As chefias da distribuição estão orientadas a mudar o horário de entrega das correspondências quando a temperatura está muito elevada e a umidade do ar, baixa.
Em algumas cidades do Estado de São Paulo, das 11h às 15h, pico do calor, os carteiros desenvolvem atividades internas. Em Bauru, os Correios já estudam adotar o esquema caso o calor e baixa umidade do ar persistam, informou a assessoria de imprensa da empresa.