09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

Pesca intensiva reduz freqüência de peixes

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 1 min

Antes abundantes, jaús, dourados e pintados de tamanho expressivo já são raros de serem avistados hoje em dia no rio Tietê. De acordo com o biólogo Fábio Porto Foresti, coordenador do laboratório de genética de peixes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, tal problema se deve a uma sucessão de fatores que, combinados, prejudicam o meio ambiente e a vida normal dos peixes.

“A própria pesca intensiva aliada à introdução de espécies exóticas (tilápia e corvina, por exemplo, que competem com as nativas por alimento e território), poluição dos mananciais, retirada da mata ciliar e assoreamento dos rios convergem para um ambiente caótico”, aponta o pesquisador.

Para ele, um misto de atitudes pode ser desencadeado para evitar declínios maiores. “O mais importante é preservar o ambiente para que a espécie possa se desenvolver normalmente. Depois achar um equilíbrio na pesca. A consciência da importância da piracema e do tamanho do peixe que se tira da água”, complementa.

Segundo o pesquisador, os rumos são animadores. “Verificamos que as pessoas estão mais conscientes de que, se não preservarem, um dia vai acabar. Por isso caminhamos para um panorama melhor. Mas ainda falta muito em pesquisa e programas de conscientização e de incentivo a longo prazo”, diz.

Quanto à chamada pesca esportiva, o especialista afirma não existirem dados suficientes para saber o impacto da ação no ciclo dos peixes. “Existem trabalhos sendo desenvolvidos a respeito, mas ainda é impossível precisar até que ponto o peixe machucado durante essa atividade continuará vivendo na natureza”, revela.