08 de julho de 2026
Regional

Unesp quer combater crimes no câmpus

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - O Serviço de Segurança da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) vai implantar sistemas de controle de acesso (entrada e saída) no câmpus universitário, com a adoção de crachás inteligentes. O objetivo é garantir a segurança das 8 mil pessoas que, em média, circulam diariamente no local.

Assim como ocorre em vários câmpus universitários do Estado de São Paulo, os usuários e funcionários da Faculdade de Medicina ou mesmo do Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu têm que conviver com o problema da violência que atinge as cidades brasileiras.

Para amenizar a situação, Flávio Uchôa, responsável pelo recém-criado Serviço de Segurança da Medicina da Unesp, elaborou um plano de segurança que será implantado gradualmente na unidade.

As principais medidas do plano vão desde a educação e conscientização da comunidade - interna e externa - para a segurança até o redimensionamento e treinamento do quadro de profissionais de segurança institucional, além da implantação de sistemas de tecnologias de segurança.

As medidas visam diminuir o número de ocorrências dentro do câmpus. No ano passado, segundo Uchôa, foram registrados 63 furtos.

Os furtos de bens particulares e públicos, aliás, são os tipos de crimes mais comuns no local. A maior parte desses furtos, cerca de 74%, são de bens particulares de funcionários e usuários da Faculdade e do Hospital.

Uma das principais novidades do novo plano, no entanto, é a implantação de um sistema de controle de acesso ao câmpus. Trata-se da adoção de crachás inteligentes (smart cards) que serão associados à implantação de catracas e fechaduras eletrônicas para organização do fluxo de pessoas nas instalações, limitando, assim, o acesso as áreas críticas.

O uso dos crachás, dessa forma, também contribuirá, segundo Uchôa, para o controle de infecção hospitalar e a biosegurança. “Almeja-se que, com essa organização do fluxo haja a melhoria contínua do atendimento”, comenta Uchôa.

Além do fluxo diário de 8 mil pessoas pelas dependências da Faculdade de Medicina e HC, cerca de 2,5 mil veículos também passam por esses locais todos os dias. Para reforçar a segurança no câmpus, a Unesp também solicitou o apoio da Polícia Militar (PM), que deverá ajudar orientando sobre o trânsito no local assim como em situações de emergências.

“O problema de segurança aflige os câmpus universitários em todo o Estado e em todas as unidades. Não se trata de uma questão isolada, mas é um reflexo do que ocorre nas cidades brasileiras”, lembrou a assessoria de imprensa da Unesp.

O “Plano Básico de Segurança” entrará em funcionamento em etapas, e terá sua implantação a partir de 12 de março. Nessa data, entrará em fase experimental um projeto piloto na área dos ambulatórios que funcionam no prédio contíguo ao principal acesso do HC. No local, passarão a atuar agentes de segurança da própria instituição e que irão testar os sistemas de controle de pessoas em cada corredor e salas de atendimento.