08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Mulher e a representação da Justiça


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O ser sublime da mulher eleva-se aos altos píncaros da glória terrena, chegando, até a evidenciar-se como uma das maiores protagonistas do ser humano. Eis que essa figura destaca-se grandemente nos vários setores da atividade humana, como soe ser o grande sustentáculo do direito e da justiça, quando aparece elevando a balança perpetuada pela mitologia grega, representada pela deusa Themis, a deusa da justiça.

Tal deusa era dotada de grande sabedoria. Além de esposa de Zeus (o deus supremo), era também sua conselheira, criadora das leis, dos ritos, e dos oráculos; era guardiã dos juramentos dos homens. As leis e os oráculos proferidos por Thémis eram obrigatoriamente acatados por homens e por deuses.

Nas primeiras representações conhecidas, a deusa da justiça aparece de olhos descobertos, significando aparentemente a necessidade de ter os olhos bastante abertos e observar todos os detalhes relevantes na aplicação da lei. Posteriormente surge com os olhos vendados, não significando que a justiça seja cega, mas sim que esta trata a todos com igualdade; ou seja; não vê, pois a lei não faz diferença entre as pessoas tratando a todos igualmente. Tem o propósito da imparcialidade e da objetividade.

Pode ainda vir associado à imagem da deusa Thémis a espada, representando força, prudência, ordem, regra, razão, consciência. E, ou, ainda a balança, simbolizando a equidade, o equilíbrio, a ponderação, a justeza das decisões na aplicação da lei.

Percebemos que a justiçavem representada por uma mulher, trazendo consigo a igualdade, a lei, a força, a equidade. Características notórias da mulher-mãe, da mulher-esposa, da mulher-trabalhadora.

O objetivo desse texto é de não apenas comemorar o Dia Internacional da Mulher, mas de chamar a atenção para a mulher. Discutir seu papel na sociedade atual, tentando diminuir e, quem sabe, acabar com o preconceito e a sua desvalorização. Pois ainda que tenham ocorrido muitos avanços, ela ainda sofre com preconceito e descaso no trabalho, em casa e até mesmo na própria família.

Esta é uma homenagem feita pelos estagiários da Delegacia da Infância e Juventude de Bauru (Diju) Alexandro Lopes e Maria Fernanda Fernandes ao Dia Internacional da Mulher