08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Eternamente mulher!


| Tempo de leitura: 2 min

Sabemos que a imagem da mulher além de mãe, dona do lar, às vezes está relacionada a um certo tipo de “erotismo”, provocado ou até mesmo evidenciado pela mídia. Mas a pergunta que fica é o porquê dessa imagem de “mulher como sinônimo de venda” ou como “mulher objeto” tem sido tão usada ou até mesmo tão explícita pela mídia nos dias de hoje? Será pelo puro e simples fato de mexer com o imaginário e até mesmo com o bolso do homem? Será mesmo que a mulher está deixando de lado toda aquela doçura de mãe e se tornando apenas um objeto de consumo alheio?

Ao assistirmos a televisão ou até mesmo lermos revistas é fácil nos deparamos com propagandas onde evidenciam esse tipo de “exposição” pela qual as mulheres estão passando. Propagandas de cerveja são as mais comuns e até as que mais podem nos propiciar tal tipo de olhar crítico sobre a situação.

Para as empresas desse segmento comercial, a imagem da mulher está completamente ligada à de sucesso em suas divulgações e, consequentemente, ao sucesso nas vendas. Por isso é que hoje em dia cada vez mais nos deparamos com tal tipo de “afronta” feita pelos “mestres” da propaganda que nos induzem a centenas delas com conteúdo pejorativo, que nos envergonha a cada vez que as vemos.

O sentimento de “repulsa” ou até mesmo de vergonha que nos remete quando assistimos ou as lemos provém de outro sentimento que é o da dúvida. Por que será que tantas mulheres, que se dizem atrizes ou modelos, em sua maioria se tornam nada mais nada menos do que objetos nas mãos dos publicitários? Será pelo dinheiro, fama, status? Será que elas se esquecem do puro e simples fato de que também são mulheres e não um simples cheque ou uma capa de revista?

E o que mais pode nos afrontar é que cada vez mais essa “indústria” de “mulheres objeto” tem crescido e, com elas suas “adeptas” estão cada vez mais propensas a fazer qualquer tipo de coisa pelo seu minuto de fama. Será que vale mesmo a pena? Será que essa “indústria” não terá fim?

O que realmente nos resta é fazer com que esse sentimento que nós, mulheres cansadas dessa situação temos em cada uma de nós cresça, e com esse crescimento possa realmente reverter esse situação, pois se esta não se reverter, a imagem da mulher irá se denegrir cada vez mais e, num futuro nem tão distante, quem sabe encontraremos mulheres sendo vendidas como mercadorias em supermercados!

Por isso, aqui fica todo nosso sentimento de aversão e com ele nosso grito de basta!

Basta de mulher objeto, mulher como bem de consumo! Queremos nossa imagem associada ao que realmente somos, mulheres!

Mayara Cruz Teixeira - estudante - RG 46.761.902-5