10 de julho de 2026
Regional

Conta d’água mais cara revolta moradores de Iacanga

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Iacanga - O fim da isenção de cobrança pelo consumo d’ água e a nova forma de cobrança, que reajustou as contas em 5%, está tirando o sossego do consumidores de Iacanga (50 quilômetros de Bauru).

Pessoas como a aposentada Maria Chies Maffei, de 84 anos, estão sentido no bolso as mudanças provocadas pela Diretoria de Saneamento da cidade. Maffei disse à reportagem do JC que antes não pagava pela água consumida, isenção que acabou desde o ano passado quando passou a ser cobrada. Maffei era uma das beneficiadas com o antigo sistema de isenção que atingia todas as pessoas que consumiam até sete metros cúbicos por mês. Agora, segundo ela, tem que desembolsar em torno de R$ 7,00 mensais.

A correção na tabela progressiva dos índices de cobrança de água pela Diretoria de Saneamento tem provocado reclamações dos consumidores, que não entendem o método de cobrança utilizado no serviço.

A distribuição e cobrança da água na cidade é feita pala prefeitura de Iacanga. A administração anterior isentou as pessoas, que utilizassem até sete metros cúbicos de água, de pagar pelo consumo. Quem consumia acima desta quantia, ficava sujeito a uma tabela progressiva.

No entanto, esta cobrança sofreu modificações neste ano incluindo o aumento de 5% nos valores. Para exemplificar, antes quem consumia de oito a dez metros cúbicos de água pagava R$ 1,08 por metro cúbico; no consumo de 11 a 15 metros cúbicos era cobrado R$ 1,11 o metro cúbico; e a tabela seguia com um aumento progressivo a cada intervalo de cinco metros cúbicos.

Com as modificações ocorridas este ano, incluindo uma faixa de isenção maior - que na prática ainda não está valendo - houve um aumento nos valores em cerca de 5%. Agora, quem consome até dez metros cúbicos de água poderá ficar isento se estiver enquadrado na lei de isenção. “O Executivo fez uma lei especificando que todas as pessoas que tivessem uma renda per capita igual ou inferior a R$ 120,00 não pagaria o consumo até dez metros cúbicos de água. Aumentou o limite de faixa de isenção. Caso estas pessoas ultrapassem este limite, vão pagar somente o consumo excedente”, informou um funcionário da Diretoria de Saneamento.

O funcionário lembra que a prefeitura contratou uma assistente social para fazer um levantamento na cidade e verificar quem realmente se enquadra nas regras. A previsão é que mais de 100 famílias devam se beneficiar com a isenção. No entanto, o benefício só deve começar a valer nas próximas contas, pois as famílias ainda estão sendo cadastradas.

Fora da lei

Para quem não se enquadrar na lei de isenção, a tabela prevê cobrança de R$ 1,13 para o consumo até dez metros cúbicos de água, R$ 1,16 para o consumo entre 11 e 15 metros cúbicos, R$ 1,30 para quem gastar entre 16 e 20 metros cúbicos do líquido e assim por diante.

Devido ao sistema de tabela progressiva adotado pela prefeitura, muitos moradores reclamam que estão pagando mais pela água consumida.

A Diretoria de Saneamento, no entanto, lembra que os valores dos boletos sofrem alterações de acordo com o consumo do morador cada vez que ele se enquadra numa determinada faixa da tabela. Dessa forma, a Diretoria ressalta que quem consome mais, paga mais.

Outro fator que pode influir no valor cobrado no boleto, é o período de medição. Como os agentes estão utilizando um novo sistema de medição - através de um aparelho que faz a leitura e emite a cobrança na mesma hora - o período medido será aquele entre a última leitura e a atual. Assim a quantidade de dias abrangidos na leitura podem ser maiores ou menores que um mês já que não é possível fazer a leitura de todas as residências em um único dia.

“Nós trabalhamos com leitor eletrônico, que emite a conta na hora para entregar ao consumidor. A adaptação ao novo sistema e o atraso no levantamento feito pela assistente pessoal não permitiu que o cadastro das pessoas isentas ficasse pronto a tempo para as contas de janeiro e fevereiro”, comunica a Diretoria.