10 de julho de 2026
Bairros

Mudança de hábito ajuda combater o sedentarismo

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 3 min

A maior parte da população brasileira, cerca de 70%, não pratica esportes ou qualquer tipo de atividade física, como indica a Organização Mundial da Saúde (OMS). As facilidades da vida moderna, aliadas a dietas gordurosas, fazem crescer o número de pessoas sedentárias, obesas e com maior propensão aos problemas de saúde.

Para combater esses males a sugestão é mudar pequenos hábitos cotidianos, como trocar o carro por uma caminhada para ir à padaria, sugere o clínico geral e cardiologista Roberto Minoro, do Hospital Estadual de Bauru (HE). A atividade física regular melhora os estados físico e psicológico das pessoas. A obesidade é combatida e, com ela, grande parte dos problemas cardíacos, explica o médico.

Além disso, respiração, estruturas muscular e óssea ganham força, enquanto os aspectos de relacionamento social e psicológico são estimulados pelo contato com outras pessoas que também praticam atividades físicas, o que ajuda a diminuir o estresse e gera a sensação de bem estar.

De acordo com o educador físico Pablo Henrique Lima, para começar a se mexer a pessoa precisa de orientação de um profissional da educação física e de um médico para avaliar as condições do corpo de cada um. “As atividades físicas dependem da condição corpórea da pessoa e do que ela deseja realizar. Por exemplo, atividades aeróbicas são recomendadas para o aumento das taxas de eliminação de gordura, enquanto exercícios com carga, como a musculação, ajudam na estruturação muscular e óssea”, explica Lima.

Acompanhamento

O acompanhamento de um profissional habilitado é importante, já que a má execução de um movimento pode causar lesões. Também e necessário que os limites do corpo sejam respeitados. Segundo Lima, nem mesmo a caminhada é uma receita de saúde universal: “Se há uma lesão e o tênis é inadequado pode haver piora no quadro, da mesma forma que para os obesos a caminhada sem acompanhamento pode causar uma sobrecarga no quadril, joelhos e tornozelos, por exemplo”, completa.

O ideal, após uma avaliação médica, é a manutenção de um dia-a-dia ativo. Antigamente, a freqüência mínima indicada para se praticar uma atividade física era de 30 minutos a uma hora e meia, pelo menos três vezes na semana. Hoje, a indicação é de 40 minutos a uma hora e meia, ao menos cinco vezes na semana. “Isso porque as atividades rotineiras estão cada vez mexendo menos com o corpo”, diz Lima.

Os exercícios devem ter a intensidade aumentada gradativamente, com a manutenção do tempo de execução do movimento – em muitos casos. “Fazer todo exercício de uma só vez não ajuda. Respeitando os limites do corpo, o rendimento é maior e não há risco de fadiga muscular”, salienta o médico.

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Exercício sem gastar

Para quem não pode se dar ao luxo de freqüentar uma academia, hoje, Dia Nacional do Combate ao Sedentarismo, é um bom dia para colocar o corpo em movimento sem gastar um tostão. A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) promove, hoje e amanhã, o projeto “Lazer no Sambódromo”.

Das 15h às 18h é possível aprender e praticar voleibol e futsal. Para todas as idades a Semel oferece, diariamente, atividades que incluem ginástica, caminhada e alongamento.

“Todos os dias pela manhã, no Bosque da Comunidade, oferecemos aulas gratuitas que reúnem pessoas de todas as idades”, informa o educador físico Eduardo Mattos. Outra atividade desenvolvida pela Semel é a “Caminhada é Viver”, proposta que visa a orientação sobre as práticas da caminhada e da corrida em duas avenidas de Bauru.