Iacanga - O ex-prefeito de Iacanga (50 quilômetros de Bauru), Durvalino Afonso Ribeiro, não compareceu à audiência no Fórum de Ibitinga, que apura denúncias contra ele de supostas irregularidades na desapropriação de um terreno.
Além de Ribeiro, respondem à acusação a esposa dele, Denise Aparecida Ribeiro; a filha do ex-prefeito, Roberta Afonso Ribeiro; Francisco Carlos Mariano; Ivanise Conceição Damaceno Mariano e Ubiratan Caldas da Silveira Bello.
Segundo as acusações, ele supostamente teria utilizado o cargo público para obter vantagens pessoais com o empreendimento.
Os denunciantes Pedro Reis da Silva e Antônio Gervásio Cruz foram ouvidos durante a audiência de anteontem. O ex-prefeito encontra-se detido desde o dia 19 de dezembro do ano passado. Ele responde por um outro processo criminal na qual lhe pesam as acusações de receptação e formação de quadrilha envolvendo a negociação de madeira ilegal.
Ribeiro está sendo acusado de cometer supostas irregularidades na desapropriação de um terreno de 135 mil metros quadrados, que posteriormente foram transformados em dois loteamentos, com 216 lotes e comercializados a R$ 6 mil cada. O Jardim Praia dos Sonhos tem 102 lotes e o Jardim Vitória tem 114 lotes.
De acordo com a acusação feita pelo Ministério Público, o prefeito teria usado seu cargo público para obter vantagens pessoais com o empreendimento, pois o terreno desapropriado pertenceria, na verdade, ao próprio prefeito.
Apesar de não comparecer na audiência de anteontem, parentes de Ribeiro, esposa, genro, filha, sobrinho e nora, estiveram presentes para ouvir os depoimentos dos dois denunciantes. “Eu acredito que nós somos os últimos ouvidos para concluir a sentença”, disse Silva, responsável pela denúncia contra Ribeiro em que alegou suposto desvio de finalidade.
Cruz, que também depôs anteontem, acredita que esta audiência deve ser a última antes da sentença final. “Todas as pessoas envolvidas já foram ouvidas, mas eu acredito que esta tenha sido a última audiência. A decisão deve sair em poucas semanas”, acredita, lembrando que, na época, ocupava o cargo de vereador na cidade e entrou com pedido de impugnação à solicitação de registro do terreno. “Porque nós mandávamos documento ao prefeito e ele enrolava e não falava de quem eram as 9 glebas de terra”, conclui.
A reportagem procurou por telefone o advogado de Ribeiro, Roberto Thompson Vaz Guimarães, para que ele comentasse o assunto, mas não conseguiu contato.