São Paulo - A cidade de São Paulo será a última do Estado a ter implantada a mudança de pulso para minuto no sistema de tarifação das ligações locais do telefone fixo. A Telefônica, que opera telefonia em quase todas as cidades paulistas, informou ontem que a mudança no Estado começa em 16 de março, em cidades da região de São José do Rio Preto. Em Bauru, a mudança ocorrerá entre 2 e 29 de maio.
A Capital, onde há 2.764 milhões de linhas, será atendida apenas entre 2 e 29 de julho. Todos os clientes que já utilizam planos alternativos da Telefônica tarifados em pulsos (Linha da Economia Família, Plano Internet Ilimitada e a antiga Linha da Economia) serão migrados entre 2 e 29 de maio em todo o Estado. Os planos alternativos da Telefônica já tarifados em minutos não sofrem mudanças.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atendeu a pedido das teles e estabeleceu que a mudança seria gradual, entre os meses de março de julho. Cada operadora, entretanto, tem liberdade para decidir por onde começam as alterações desde que atendido esse prazo. No Estado de São Paulo, a mudança atingirá cerca de 10,5 milhões de linhas da Telefônica hoje cobradas em pulsos - outros 1,5 milhão de clientes já aderiram a planos alternativos em minutos.
O fim dos pulsos era defendido por associações de defesa do consumidor porque traz mais transparência para as contas. Hoje o consumidor tem dificuldade para saber se a fatura está correta porque uma ligação de três minutos, por exemplo, pode ter preços diferentes mesmo que seja feita no mesmo horário.
A Telefônica afirma ter investido mais de R$ 200 milhões nesta transformação, aplicados em novos equipamentos nas centrais telefônicas e em mudanças nos sistemas de faturamento e atenção ao cliente. Com a substituição dos pulsos por minutos, os clientes poderão escolher dois planos: o básico, indicado para quem faz chamadas mais curtas, ou o alternativo, que é melhor para quem navega na Internet por linha discada ou tem o hábito de falar bastante ao telefone. O plano básico dá direito a uma franquia de 200 minutos. A chamada começa a ser tarifada três segundos após o atendimento.
No horário normal, a tarifação mínima é de 30 segundos e, depois desse tempo, a cobrança acontece a cada seis segundos. No horário reduzido (segunda a sexta-feira, da 0h às 6h; sábados, das 0h às 6h e das 14h às 24h; domingos e feriados nacionais, em qualquer horário), são cobrados dois minutos por chamada, independentemente da duração. No plano alternativo, a franquia é de 400 minutos. Porém, há uma taxa de completamento para todas as chamadas, que equivale a quatro minutos, além da cobrança a cada seis segundos. No horário reduzido, são cobrados quatro minutos por chamada de qualquer duração.
A tarifa de assinatura básica para os dois planos é a mesma do plano básico em pulsos, de R$ 37,98. O preço do minuto excedente é diferente nos dois planos. Se o consumidor optar plano alternativo, deverá entrar em contato com a Telefônica pelo telefone 0800-7715799 para pedir a alteração. Do contrário, a migração será automática para o plano básico. A qualquer momento, o cliente poderá mudar sua opção.