10 de julho de 2026
Nacional

Após vinda de Bush, Brasil e EUA buscam apressar negociações

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A representante comercial dos EUA, embaixadora Susan Schwab, disse ontem, após reunião em São Paulo com o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), que vê nos próximos meses uma “janela de oportunidades” para o avanço dos acordos comerciais de seu país com o Brasil e das negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A reunião ocorreu pela manhã e atendeu a um pedido dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, que anteontem pregaram a necessidade de Brasil e EUA se transformarem em uma referência para outros países envolvidos na negociações da OMC.

Amorim chegou a definir maio como prazo para que os países apresentem resultados concretos nas negociações relativas a acordos bilaterais de comércio e à rodada de Doha (negociações internacionais para a redução de barreiras comerciais e subsídios agrícolas). Mas Schwab evitou falar em prazos, apesar de ter concordado com a “pressa” do brasileiro. “Nós temos essa sensação de urgência também”, disse ela. Caso contrário, argumentou Amorim, “os líderes (dos dois países) e a opinião pública poderão se cansar”. “Se nós não conseguirmos (avançar) nessa janela de oportunidades, nós vamos colocar em risco a rodada de Doha”, disse Schwab.

O ministro disse que os dois países estão conversando sobre acordos setoriais, mas “buscando um pacote que seja aceito na OMC’’ com a participação de outras nações. Ambos evitaram revelar o que foi discutido a portas fechadas, mas se disseram satisfeitos com os resultados. Amorim chegou a brincar: “Cumprindo os mandamentos que recebemos dos nossos presidentes, nos trancamos em uma sala, mas com várias pessoas presentes”.

Anteontem, Lula, ao lado de Bush, disse que os dois países “andavam com muita solidez para encontrar o chamado ‘ponto G’ (termo usado popularmente para se referir a uma zona erógena no clitóris) para fazer um acordo”.

Segundo Schwab, os EUA também estão empenhados em definir rapidamente uma nova aprovação da concessão da autoridade de promoção comercial do Congresso para que o presidente norte-americano possa fazer acordos de livre comércio.