NORUSCA TROPEÇA
Eu afirmei duas vezes, nesta coluna, que das quatro pedreiras seguidas, a mais forte era o Paulista. Não que eu seja profeta e sim, porque o time de Jundiaí tem muita qualidade, não conquistou uma Copa do Brasil por acaso. O time é praticamente o mesmo de três anos atrás, desde quando Vágner Mancini parou de jogar para assumir a direção do elenco. Um time jovem e bem entrosado só tem mesmo que brilhar. Ontem, o Paulista não tomou conhecimento da bela campanha alvirrubra, e apesar arbitragem que desagradou, e das três bolas que o Noroeste mandou na trave, teve méritos indiscutíveis para ganhar os três pontos. E não foi uma vitória por acaso. Afinal, venceu fora de casa e com um homem a menos. Não apelou para o antijogo e nem recuou em momento algum. Contra-ataque veloz não significa retranca. Depois do São Paulo, eu achei o Paulista o melhor time que atuou em Bauru neste Paulistão. Quanto a arbitragem, acho que ela só errou nos acréscimos, porque deveria ter dado pelo menos uns cinco ou seis minutos e não apenas três. Sobre o gol anulado, a marcação foi do bandeirinha e segundo os colegas que estavam atrás da meta, houve mesmo o impedimento. Desta maneira, Rodrigo Bragheto não influiu diretamente no resultado do jogo. Com a vitória, o Paulista soma agora 25 pontos, em terceiro lugar, atrás apenas de Santos e São Paulo. O Noroeste, até então melhor equipe do interior, segue com 24 pontos, em quarto, continuando também na zona de classificação.
TUDO IGUAL
Tudo como antes no quartel de Abrantes: com o empatede 1 a 1, o Santos manteve a liderança isolada e o São Paulo, a vice-liderança invicta. Os dois times estão virtualmente classificados para as semifinais do Paulistão e acho que ninguém tem dúvida de que um deles será o campeão de 2007. Não vi o jogo na TV - estava no campo do Noroeste - mas segundo os cronistas esportivos do rádio e da televisão, foi clássico bom, equilibrado e violento, no qual o Peixe merecia vencer, porque um gol legítimo de Jonas foi anulado.
FIM DO JEJUM
Ao vencer o Bragantino, o Corinthians colocou um ponto final num jejum de seis partidas sem vitória no Campeonato Estadual. Foi uma vitória difícil, conquistada no final da partida em Bragança Paulista, mas o Alvinegro tem agora 20 pontos - mesma soma do Braga - e voltou a ter chances de classificação para as semifinais. Se ganhar do Noroeste, domingo, no Pacaembu, ficará apenas um ponto atrás da equipe bauruense.
VERDÃO VENCE
Enfim, o Palmeiras voltou a conquistar uma vitória no Palestra, depois de cinco jogos seguidos sem vencer. Em tarde inspirada de Valdivia, o Alviverde fez quatro e passou bem pelo Juventus. A última vitória do Palmeiras em casa havia sido contra o Santo André, por 1 a 0, 25 de janeiro. Desde então, haviam sido quatro empates e uma derrota.
SEGUNDONA
A Portuguesa vencia o Rio Preto, acabou permitindo o empate a 5' do fim, mas segue líder do campeonato da Série A2. Já o nosso vizinho XV de Jaú, perdeu em casa para o Nacional, de virada, e volta a sofrer com o fantasma do rebaixamento.
EM BAIXO
Em junho próximo serão completados dez anos da primeira conquista de Gustavo Kuerten no Aberto da França. Na época, a gente acreditava que o tênis se transformaria em esporte nacional. Um esporte de massa, uma potência. Mas infelizmente, nosso tênis vai mal. Não há sequer um brasileiro entre os 100 primeiros do ranking mundial. Na semana passada, Kuerten sofreu mais uma derrota. Sua participação no Masters Series de Indian Welles, EUA, durou só uma partida, porque ele foi eliminado na primeira rodada. Guga é apenas o 680, do mundo.
OLIMPISMO
Alguns bauruenses já participaram de Olimpíadas, entre eles os futebolistas Washington (Munique/72) e Tecão (Montreal/76) e o judoca Mário Sabino (Sydney/2000 e Atenas/2004). Mas apenas um ganhou medalha olímpica. Trata-se de Antônio Carlos Barbosa, que há mais de 20 anos comanda a seleção brasileira de basquete feminino.
MEMÓRIA
Campeonato Brasileiro da Série B de 2005: Portuguesa 1 x 1 Grêmio, no Canindé. Ricardinho abriu a contagem e Johnson empatou para a Lusa. Árbitro: José Beltrami Teixeira. Público pagante: 4.137. Portuguesa: Gléguer; Maurício, Du Lopes, Sílvio Criciúma e David; Almir, Alexandre, Goiano (Johnson) e Cléber; Leandro Amaral (Raí) e Celsinho. Grêmio: Galatto; Patrício, Domingos, Pereira e Glauber (Samuel); Jeovânio (Lipatim), Sandro Goiano, Anderson (Marcelo Costa) e Lucas; Marcel e Ricardinho.
AQUELE ABRAÇO
Dr. Rui Celeste Bertoti, aquele abraço. O amigo não imagina como fiquei contente com os elogios. Obrigado. Rui Bertoti, um desses loucos por futebol, é médico, pontepretano e noroestino.