Bogotá - O presidente dos EUA, George W. Bush, chegou ontem a Bogotá para uma visita de quase sete horas, na segunda viagem à Colômbia nos seis anos em que está à frente da Casa Branca.
O Air Force One, o avião oficial, aterrissou às 11h50 no Comando Aéreo de Transporte Militar (Catam), base aérea vizinha ao aeroporto internacional Eldorado da Capital colombiana, e foi recebido pelo ministro de Relações Exteriores, Fernando Araújo, e pelo Embaixador americano em Bogotá, William Wood.
A Colômbia é a terceira parada de Bush em sua visita à América Latina, que começou na quinta-feira passada no Brasil, seguindo para o Uruguai, Colômbia, e depois Guatemala e México.
Debaixo de um forte dispositivo de segurança por ar e terra, que incluiu a mobilização de 21 mil policiais, Bush foi até a praça de Bolívar, onde lhe esperava uma escolta militar. De lá, seguiu para o palácio de Nariño, sede do Executivo, onde o esperava o presidente Álvaro Uribe, que o acompanhou até o Palácio Presidencial para as honras militares.
Em seguida, Uribe e Bush entraram no palácio de Nariño, onde ficaram reunidos por uma hora. O resultado da reunião não foi mencionado até o fechamento desta edição.
Pouco antes, em sua primeira visita ao Uruguai, ele recebeu os agradecimentos do presidente do país, Tabaré Vázquez, pelo apoio americano recebido em 2002, durante a pior crise financeira da história da nação. Na época, o governo Bush ajudou o Uruguai, então liderada por Jorge Batlle (Partido Colorado), com um empréstimo de US$ 1,5 bilhão.
Durante sua visita, Bush evitou mencionar o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Bush qualificou o encontro com Vázquez de “muito construtivo, útil e positivo”, e disse que seu país está “plenamente preparado” para reduzir subsídios agrícolas.
“Apenas queremos ter certeza de que há acesso de mercado para os nossos produtos”, afirmou o presidente americano. Ele insistiu que a viagem tem como objetivo promover o “avanço da diplomacia construtiva”.
Chávez também realiza uma viagem pela região. Esteve na Argentina, na sexta-feira, quando participou de um comício contra a presença de Bush na América Latina.
O presidente venezuelano está na Bolívia para visitar os desabrigados pelas recentes inundações. Embora tenha evitado mencionar, e seu porta-voz, Tony Snow, insista que a viagem “não tem nada a ver com Chávez”, o presidente americano se esforça em apresentar um modelo alternativo ao líder populista e suas ofertas de petróleo barato à região.