Há quase uma década, um grupo de velhos amigos joga partidas de truco sob as sombras das árvores da Praça Rui Barbosa. Para eles, o local tem muito o que melhorar. Edilberto Leite Lima, que participa das partidas no local, é um dos que pedem mais cuidado. “Precisam tratar da praça com mais carinho”, diz.
O aposentado João Modesto, 57 anos, ressalta que a praça precisa ser melhor cuidada. “É um lugar gostoso, a gente se sente feliz aqui. Você pode pensar que não, mas é saúde para a gente”, conta. Para seu colega Armendes Borges, 72 anos, a presença constante da Polícia Militar – ontem à tarde, enquanto o Jornal da Cidade esteve na praça, duas viaturas da PM patrulharam o local - tornou a praça mais segura. “Estou gostando de ver a quantidade de viaturas que ficam por aqui. Agora só está faltando colocar a fonte para funcionar”, sugere.
Os próprios comerciantes reconhecem que, se assumirem a praça, o espaço público poderia ficar melhor. Gerente de uma loja que há 15 anos funciona na Rui Barbosa, Luiz Carlos de Oliveira observa que a classe pode ajudar o poder público. “Se os comerciantes adotassem a praça, poderiam cuidar melhor dela”, avalia. Para ele, a primeira coisa que deveria ser melhorada é a segurança. “Um posto policial fixo aqui seria a melhor solução”, opina.
Miguel Antônio do Prado, gerente de uma loja de roupas masculinas do Calçadão, lembra que muitas pessoas que trabalham no local utilizam a praça para descansar logo após o almoço. Para ele, os comerciantes cuidariam da área melhor que a própria prefeitura. “O Calçadão, por exemplo, tem dois fiscais que ajudam a manter o local. Se a praça fosse dos lojistas, poderia ser pensada alguma coisa assim também”, sugere. Ele também destaca a segurança como um dos pontos críticos da praça. “Depois de certos horários, não tem como você passar por lá”, observa.