08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O “ficar”


| Tempo de leitura: 2 min

A gravidez na adolescência, a cada dia, é mais comum entre as jovens, apesar de todas as informações de como prevenir, todas as precauções, as orientações da mídia, dos professores, dos familiares... Mesmo assim há vários casos. O nível social não implica nesse fato. Entretanto, o “ficar” dos adolescentes, “ficar” sem compromisso, está implicando nos casos de gravidez precoce.

Com o “ficar” em festas, em boates e em bares, sem compromisso algum, os adolescentes começam a vida amorosa muito cedo. Jovens meninas de 11 e 12 anos já “ficam” com vários garotos em “noitadas”, o que ocasiona nos 15 e 16 anos namorarem, isto é, terem seu amor de juventude.

Os jovens meninos têm medo da primeira transa. O medo de “falharem” devido ao uso da camisinha. Isso acarreta uma carga psicológica muito grande para os jovens. Tal pressão acaba levando-os ao erro. Eles, com toda essa imaturidade, não têm noção de que, se caso ocorrer a gravidez, a vida deles mudará completamente, mesmo tendo muita conscientização por parte de todos os meios de comunicação.

Segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de gravidez entre meninas é 3,5 vezes maior nas famílias de baixa renda e pouca escolaridade em relação às famílias de alta renda. Mas, em alguns Estados, esse índice aumentou consideravelmente entre as adolescentes, cujos pais têm mais escolaridade e maior renda.

Todos esses dados e acontecimentos nos levam a crer que isso é um grave problema. Com a gravidez precoce, não é só o jovem casal que sofre. Os pais também terão mais uma pessoa para ajudar e os adolescentes, muitas vezes, vão parar de estudar para ir atrás de um emprego. Soluções? Somente a conscientização dos jovens, educação e, principalmente, fazê-los pensar em sim mesmos, pois, ter um filho já na adolescência é, de certa forma, um “problema” para eles.

Alexandre Verardo Dedinho - 2.º colegial D