11 de julho de 2026
Bairros

Família com três infectados cobra nebulização

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

As equipes da Secretaria Municipal da Saúde finalizaram os trabalhos de nebulização na região da Vila Universitária e Vila São Paulo, bairros onde a incidência de dengue é maior. Nesta semana, os serviços estão concentrados na região do Jardim Europa e, na seqüência, serão realizados em outras regiões da cidade, informa a assessoria de imprensa da prefeitura.

O espaço de tempo entre uma nebulização e outra é alvo de críticas por parte de alguns moradores da Vila Universitária infectados pela doença, que ainda depende de confirmação oficial. Segundo Luana Maia Tonon Vicente, ela, a irmã e a mãe devem ter sido contaminadas cerca de dez dias após o inseticida ter sido lançado na região.

Em contato com o CCZ, foram informadas que não há previsão de nova nebulização porque moradores teriam passado mal em virtude do procedimento. O chefe substituto do órgão, Flávio Tadeu Salvador, explica que é o contrário.

De acordo com ele, quando os casos estiverem confirmados (o exame delas será feito na sexta-feira e o resultado sai em dez dias), os agentes podem voltar ao local, desde que fique confirmada a ineficácia do trabalho realizado anteriormente. Para tanto, são avaliadas as data em que o inseticida foi passado e a época da provável contaminação.

A nebulização tem efeito imediato. Ela mata o mosquito Aedes Aegytpi adulto. Portanto, é importante que todos os moradores autorizem o procedimento realizado dentro dos imóveis. Muitos, porém, negam a entrada dos agentes, informa Salvador. Neste caso, correm o risco de contrair a dengue.

“Os sintomas são horríveis. A dor de cabeça é muito forte”, comenta Luana. Enquanto ela concedia entrevista, a mãe dela permanecia de cama e a irmã se dirigia ao hospital. “O inseticida não consegue parar de pé, nem andar”, comenta. Luana demonstra preocupação com a eventual contaminação da sobrinha de 4 anos, cuja resistência é menor diante do quadro tão severo.

O representante comercial Lino Severo não quer passar novamente pela mesma experiência. Infectado em 2000, toma todas as precauções básicas para evitar a doença. “Mas tenho medo de contrair a hemorrágica. Sempre estou na Vila Universitária”, explica.

O município também iniciou o trabalho de bloqueio e busca ativa (visitas às residências, eliminação de criadouros e levantamento de novos casos) nos bairros que apresentaram registro de novos casos.