07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Longa...

A primeira rodada de negociações da campanha salarial 2007 entre a prefeitura e o Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) se estendeu por toda a tarde de ontem. O encontro, que se iniciou às 15h e só acabou por volta das 19h, foi longo, mas segundo os sindicalistas foi calmo e sem ânimos exaltados.

• Greve I

Apesar da calmaria, a contraproposta de reajuste salarial e de itens das chamadas cláusulas econômicas - leia detalhes do assunto em reportagem da página 3 - apresentada pela Prefeitura de Bauru desagradou, e muito, os sindicalistas. Por isso, a expectativa fica para hoje à tarde, quando os servidores realizarão assembléia para debater os resultados da primeira reunião com o Executivo e, principalmente, discutir a possibilidade de greve, como o JC já havia adiantado com exclusividade na edição de ontem.

• Greve II

Analisando o panorama da campanha salarial 2007, é difícil avaliar se a possibilidade de greve é iminente ou não. Isso porque, conforme o que um dos sindicalistas relatou ontem ao JC, a paralisação do funcionalismo ocorreria, principalmente, se houvesse radicalização das negociações por parte da prefeitura, que, ao menos por enquanto, não sinaliza nesse sentido. É esperar para ver.

• Desafio

A presidente do PT em Bauru, Estela Almagro, faz uma análise interessante do cenário sucessório municipal. Para a líder petista, as próximas eleições serão um grande desafio à cidade e ao próprio partido que representa, principalmente para a escolha dos pré-candidatos à prefeitura. “Tem de ser um nome escolhido que aglutine viabilidades. Isso porque a cidade, ao contrário do que se imaginava, não teve seus problemas resolvidos”, considera.

• Tuga

Apesar do prefeito Tuga Angerami (sem partido) sempre ter negado publicamente que vá disputar à reeleição, Almagro acredita que o chefe do Executivo acabará sendo candidato. “Particularmente, é o que eu acho que irá ocorrer.”

• Renovação

Para a presidente do PT, o atual momento político bauruense é ideal à renovação de nomes para as pré-candidaturas. “Está propício para renovação e para os mesmos anseios que a cidade tinha antes. Por isso, o partido deve buscar uma unidade de ação para fortalecer uma candidatura que esteja preparada para o debate político e tenha amparo popular”, ressalta.

• De fora

Almagro aproveitou, ainda, para descartar a possibilidade de disputar novamente a prefeitura. A líder petista pretende se dedicar mais à vida pessoal e profissional. “Se a eleição fosse hoje, não lançaria meu nome. E sem medo de errar. Tenho me dedicado, nos últimos anos, única e exclusivamente à vida política, disputando eleições por acreditar na possibilidade de vitória ou para marcar posição do partido. Agora, voltei à faculdade e vou concluir o curso de direito justamente no período eleitoral.

• Ativa

Apesar de rechaçar a hipótese da candidatura, Almagro garantiu que continuará ativa no partido. “Quero já estar advogada nos dois últimos anos do mandato do Lula, mas continuar contribuindo, naquilo que for possível, sem deixar o partido e a militância”, garante a petista.