11 de julho de 2026
Cultura

Imago Mortis faz show no Armazén Bar

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A banda Imago Mortis mergulha o Armazén Bar em seu heavy e thrash metal de temas existenciais como filosofia, mitologia, religião e arte hoje à noite. O grupo carioca retorna a Bauru na divulgação de seu terceiro álbum, “Transcendental”, que já se destaca nos rankings de metal independente da Holanda, Bélgica e Alemanha.

Alex Voorhees (vocal), Rafael Bianzeno (guitarra), Dennis Pombo (guitarra) e Bruno Coe (baixo) terão em Bauru a companhia de Ricardo Papito na bateria. De acordo com Bianzeno, a banda vem ensaiando exaustivamente há uma semana e Papito já está inteirado do som da Imago Mortis. Para a turnê atual, o grupo manteve no repertório as músicas de destaque dos primeiros discos (“Images From the Shady Gallery” e “VIDA – The Play of Change”) porém vai privilegiar as novas composições. “Além de apresentar o disco novo, vamos tocar as coisas que marcaram a carreira da banda”, comenta o guitarrista bauruense.

Sua história com a Imago Mortis começou há quatro anos, quando foi convidado por Voorhees a fazer um teste na banda. Os dois se conheceram quando o vocalista produziu um disco do grupo de metal bauruense Midgard, do qual Bianzeno participava.

Segundo Bianzeno, a presença de assuntos existenciais como fé, mitologia, vida e morte nas canções da banda tem influência direta de Voorhees, pesquisador de temas espíritas e relacionados. “Ele fazia pesquisas sobre esses temas junto com dois ex-membros da banda. Eles visitavam hospitais com pacientes terminais, por exemplo. Para a banda, o heavy metal pode ser uma porta para esses assuntos, mas sem cair em letras chatas”, comenta o guitarrista.

Para ele, as letras da Imago Mortis podem parecer complexas à primeira vista, mas seu entendimento através da visão dos temas existenciais e da proposta conceitual do grupo dão destaque às composições e canções, especialmente no Exterior. Em todos os discos, a banda tenta colocar uma letra em português justamente para fazer o contraponto às idéias em inglês.

Lançado em outubro do ano passado, o novo disco marca uma evolução da banda após o conceitual “VIDA – The Play of Change” (2002). “Hall of Souls”, que abre o novo CD, é uma espécie de epílogo da saga do personagem do álbum anterior. O tema do espiritismo aparece ainda em “Undrying Tears” (que fala, segundo material de divulgação da banda, sobre uma alma tentando se comunicar com um ente querido em desespero e à beira do suicídio), mas a banda usa outros elementos e acrescenta novas perspectivas às letras.

No peso de “Sangue e Dor”, com influências oitentistas, e em “Kali-Yuga”, a banda busca a discussão do “aqui e agora, o Véu de Maia” e desconstrói temas como o materialismo e o egoísmo humano. “Sea of Uncertainty”, por outro lado, propõe uma maneira livre de pensar e procurar a verdade interior. “Transcendental”, que fecha o disco, representa a superação do mundo material e o despertar para uma nova consciência onde, segundo a banda, a liberdade prevalece acima de tudo. O disco ainda tem letras sobre os pecados capitais e o poder das religiões, o ciclo de nascimento e morte e a filosofia védica.

No final do ano passado, a Imago Mortis percorreu o circuito de rock e metal no Centro-Oeste e no Nordeste. Para os próximos meses, a banda vem acertando detalhes para shows em São Paulo e ainda para uma turnê por países da América do Sul, finalizando pelo Sul do Brasil. Amanhã, os músicos tocam em Ribeirão Preto no festival Metal Rebelliun, junto com a banda ícone do metal nacional Korzus. Na ocasião, será gravado um DVD.

• Serviço

Banda Imago Mortis toca hoje no Armazén Bar, a partir das 23h. A casa fica na rua Quitino Bocaiúva, 2-20. Mais informações: (14) 3226-2016.