08 de julho de 2026
Articulistas

Mudanças climáticas


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Em abril próximo, em Bruxelas, será dado ao conhecimento publico a segunda parte do relatório da ONU sobre as mudanças climáticas da Terra que ocorrem e ocorrerão em futuro próximo, e que hoje já castigam populações de algumas áreas do nosso planeta.

Quem já tomou conhecimento de partes dele afirma que o que ali se encontra é muito preocupante e ameaçador. Que a situação está muito pior do que já foi noticiado. Que o estrago da atmosfera é mais sério do que se concluiu anteriormente, e que as previsões futuras serão mais danosas do que se pensava.

Isto vem ao encontro com publicações feitas pela revista inglesa The Observer, em 2004, e publicadas na revista Carta Capital número 280, de 03/mar/2004. Ali se fala de inúmeras tragédias. Secas, grande fome e grandes conflitos, tumultos generalizados ao redor do mundo. Até mesmo de confrontos nucleares. Tudo isto acontecendo em pouco mais de vinte anos. Em 2020 grandes cidades européias ficariam submersas pelas águas dos mares’ e a Grã Bretanha seria mergulhada num clima siberiano. Disso se concluiu que “rupturas e conflitos serão características endêmicas da vida” e que “mais uma vez, a guerra poderia definir a vida humana”.

Importante notar que tudo isto que se publicou diz respeito apenas as mudanças climáticas que ocorrerão com a elevação da temperatura da atmosfera. O chamado ‘’efeito estufa”, que a grande maioria dos cientistas denuncia.

Existem, porém, poucos estudiosos que chamam a atenção para um pormenor talvez muito mais importante e muito mais preocupante. Afirmam que com o derretimento do gelo dos pólos, das geleiras, da Groenlândia e das grandes cadeias de montanhas, as águas produzidas por ele invadiriam os oceanos e se distribuiriam pela superfície do globo mudando as forças centrífugas causadas pelo movimento de rotação da Terra.

Isto causaria uma quebra do equilíbrio até então existente, e na busca de um novo, o eixo em torno do qual ela se movimenta teria certamente uma mudança na sua inclinação com relação ao Sol. Seria o caos. A pior das conseqüências do efeito estufa. Se na atmosfera podemos reverter o quadro, nem que leve algumas décadas, a situação astronômica mudada, seria irreversível.

Tudo do que foi dito acima são estudos e previsões de quem entende e se dedica ao assunto. Porém, para nós, leigos, uma coisa é certa. A atmosfera está se aquecendo e já temos conseqüências disto. Qualquer pessoa pode saber a respeito. Basta verificar as manifestações da Natureza que ocorrem no momento em todo o mundo.

Vamos acompanhar agora as decisões dos governantes encarando o problema de frente, com a velocidade que o mesmo exige, tomando iniciativas corretas. Deverão eles entender que não se trata mais de medidas econômicas, geo-políticas ou de supremacia. Trata-se, sim, de sobrevivência. Sobrevivência de todos os seres. Sobrevivência da nossa velha humanidade.

Sempre imaginei que se o apocalipse viesse um dia ocorrer seria um acontecimento puramente humano. Será ?

O autor, Antonio Grecco, é colaborador de Opinião