07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Curto-circuito

Os vereadores Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) e Futaro Sato (PDT) ligaram ontem ao JC para contestar a declaração do colega tucano Marcelo Borges (PSDB) de que não seria mais “bonzinho” com os membros da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara Municipal, da qual é presidente e Sato e Martins Neto também integram.

• Dentro da lei

Sato e Martins Neto alegaram que Borges não tem de ser “bonzinho” com os membros da comissão e sim apenas cumprir o Regimento Interno da Câmara Municipal que permite aos vereadores solicitarem informações antes de emitirem seus pareceres sobre a legalidade ou não de projetos que dão entrada na Casa.

• Sato lamenta

“Estamos dentro da lei e ele tem de acatar o que está previsto no regimento. Lamento esse tipo de comportamento”, criticou Sato, que pediu a degravação da audiência pública realizada recentemente com secretários municipais para poder emitir seu parecer sobre a abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI) do transporte escolar.

• Plano no alvo

Muitos aspectos que a proposta de Plano Diretor que está na Câmara contemplam são a munição que os vereadores contrários ao projeto estão usando para justificar a discussão sobre um possível arquivamento do que foi feito até agora. Segundo estes vereadores, o projeto de Plano prevê temas e soluções que nada tem a ver com diretrizes urbanas.

• Fora do eixo

Eles elencam entre o que chamam de “aberrações” e “desvio de finalidade” a previsão de construção e ampliação de equipamentos públicos, resolução de problemas específicos etc. “Só faltou vender a ilusão de que o Plano Diretor vai resolver os problemas dos buracos da cidade”, critica o vereador Borges.

• O outro lado

A arquiteta Maria Helena Rigitano, coordenadora da elaboração do projeto de Plano Diretor, lamenta a postura dos que querem arquivar o que foi feito até agora para ficar apenas na reformulação do Plano já existente. Segundo ela, o trabalho teve a participação da população e está dentro do que exige o Estatuto das Cidades.

• Equilibrando

Eis aí um assunto que ainda dará o que falar. Um ponto de equilíbrio deve ser respeitado: a cidade não pode parar por isso não deve ter barreiras intransponíveis à sua expansão, mas o crescimento deve ser feito respeitando-se o ambiente e o bem-estar da população. Não são coisas excludentes.

• Perseguidos

O bauruense Antônio Pedroso Júnior integra a nova Diretoria Colegiada do Fórum Permanente dos Ex-presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo. A entidade será comandada por Rafael Martinelli, ex-líder ferroviário, cassado e preso. Pedroso há anos atua na busca de indenizações por parte de ex-presos políticos.

• Controladoria

A tão falada Controladoria Municipal será votada na sessão de amanhã da Câmara Municipal. O prefeito Tuga Angerami (sem partido) vem falando sobre ela desde o início da gestão. Como tudo tem um longo período de maturação neste governo, somente agora ela vai para referendo ou rejeição dos vereadores.