08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Viver é melhor!


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O Salmo 31:24 da Bíblia Sagrada adverte fraternalmente: “Tende coragem, e Ele fortalecerá o coração de todos vós que esperais no Senhor”. O Rabino Henry Sobel pondera: “Não somos donos da Vida, mas apenas os guardiões dela”. Honremos, pois, o extraordinário dom que Deus nos concedeu, que é a Vida, e Ele sempre virá em nosso socorro pelos mais inimagináveis e eficientes processos. Substancial é que saibamos humildemente entender os Seus recados e os apliquemos com a Boa Vontade e a eficácia que Ele espera de nós. A permanente sintonia com o Poder Divino só nos pode adestrar o Espírito, para que tenha condições de sobreviver à dor, mesmo que em plena conflagração dos destemperos humanos.

Do livro Billy Graham responde, emerge esta elucidação do respeitado pastor norte-americano: “A vida nos foi concedida por Deus e só Ele tem o direito de tirá-la. Além disso, até mesmo no meio das circunstâncias mais difíceis, Deus está conosco. (...) Devo enfatizar o fato de o suicídio ser um erro, não fazendo parte do plano de Deus”. Na Quarta Surata do Alcorão Sagrado, encontramos este conforto numa admoestação do Profeta Maomé: “29. Ó crentes, não defraudeis reciprocamente os vossos bens por vaidade, realizai comércio de mútuo consentimento e não pratiqueis suicídio, porque Deus é misericordioso para convosco”.

Santa Teresa d´Ávila (1515-1582), a grande mística da Espanha, incentiva-nos à perseverança: - “Que nada te perturbe, nada te amedronte. Tudo passa. Só Deus nunca muda. A paciência tudo alcança. A quem tem Deus,nada falta. Só Deus basta.” A continuação da existência após a morte jamais poderá ser justificativa para o suicídio.Todos continuamos vivos.

Acertadamente escreveu Napoleão Bonaparte (1769-1821), quando lamentou essa inditosa escolha, que infelicita o Espírito de quem se deixa seduzir por ela, porque a chegada ao Outro Mundo daquele que destrói o seu próprio corpo é um grande tormento, porquanto não há morte após a morte: “Tão corajoso é aquele que sofre valentemente as dores da Alma como o que se mantém firme diante da metralha de uma bateria. Entregar-se à dor sem resistir, matar-se e eximir-se à mesma dor é abandonar o campo de batalha antes de ter vencido”.

Apesar de Napoleão I ter pensado em suicídio durante sua atribulada carreira militar e política, não o praticou. Daí a importância do seu pensamento. Confiantes, sigamos o caminho apontado pelo Senhor no livro do Pentateuco Mosaico, Deuteronômio, 30:19: “Como podes ver, coloquei hoje diante de ti a Vida e o Bem, a morte e o mal... portanto, escolhe a Vida, para que vivas tu e a tua semente”. Meus Amigos e Irmãos em Humanidade, a grande fortuna é sabermos que viver é melhor!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor