09 de julho de 2026
Saúde

Apesar de seguro, método requer cuidados especiais

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 1 min

A sedação consciente com N2O é absolutamente segura, garante Francisco Barata Ribeiro, professor assistente de anestesia e sedação consciente da Associação Brasileira de Ensino Odontológico (Abeno) e da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban). Mas isso não significa que todas as pessoas possam utilizá-la.

De acordo com o professor, a técnica é parcialmente contra-indicada para gestantes e pacientes asmáticos, uma vez que a ansiedade é o principal gatilho das crises de asma. Atenção especial também é recomendada para pacientes anêmicos, leucêmicos e portadores de patologias do trato respiratório superior.

Pessoas com deficiência mental podem ter dificuldade quanto ao uso da máscara nasal. Em casos mais severos, estes pacientes recebem anestesia geral no hospital antes de iniciarem o procedimento dentário, aponta Sandra Nader Marta, dentista e professora do curso de odontologia da Universidade do Sagrado Coração (USC). Em pessoas com deficiência leve ou moderada, é possível fazer uso da psicologia para diminuir o estresse, destaca ela.

Especializada em odontopediatria e atendimento para pessoas com deficiência, Nader Marta não utiliza a sedação consciente em seu consultório e investe na psicologia para tratar de crianças com odontofobia. “Trabalho com o condicionamento infantil. Mostro e falo para a criança o que eu estou fazendo, deixo ela ver, pegar e converso muito”, diz. De acordo com ela, o medo do dentista é fruto do próprio medo do desconhecido ou de uma experiência traumática.

Apesar de preferir a ferramenta psicológica, Nader Marta é a favor da aplicação de métodos para diminuir o desconforto de pacientes, como a sedação consciente, mas faz uma ressalva: “Toda técnica que possa facilitar o trabalho é bem-vinda, desde que o profissional seja habilitado para realizá-la”, diz.