08 de julho de 2026
Geral

É raro lixo passar semana descoberto

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Em meados de 2005, a administração municipal enfrentou problemas para cobrir com terra as toneladas de lixo encaminhadas todos os dias ao aterro sanitário. Atualmente, a cobertura vem sendo realizada diariamente. Segundo o presidente da Emdurb, Carlos Barbieri, é raro quando o lixo permanece por uma semana descoberto.

“O problema é quando chove”, diz. As condições climáticas, no entanto, não interferem no tempo de vida de cada camada. Dependendo do trabalho feito no local, ela pode ter de dois a três anos de vida útil. Um tabuleiro de xadrez pode ajudar a entender como funciona cada camada. Quando os caminhões chegam, o lixo é depositado num lote que pode ser comparado a uma zona do tabuleiro.

Ao atingir uma altura específica, funcionários da Emdurb despejam terra com argila e o lixo é compactado com uma máquina própria. Com o objetivo de aumentar o tempo de vida da camada, a compactação é feita de baixo para cima. O lixo é pressionado contra um barranco também formado por detritos.

Para evitar eventuais explosões, o aterro dispõe de sistema de captação de gases. “Aumentando a concentração de lixo, existem mais problemas operacionais de estabilidade do terreno. Com a concentração de lixo, há concentração de gases. Hoje temos coletor para gás metano. Mas atualmente, uma das coisas mais caras no aterro é recobrir com terra”, acrescenta.

A Emdurb já encontra dificuldade em adquiri-la e trabalha com a possibilidade de não contar mais com ela num futuro próximo. Quando isso acontecer, a alternativa será moer o entulho, medida que seria autorizada pela Cetesb, segundo consulta verbal feita.

Independentemente do trabalho da administração municipal, funcionários das penitenciárias queixam-se do forte mau cheiro nas imediações do aterro e do aumento de urubus na região.