Já é realidade. Começaram, no início deste mês, as obras referentes ao Centro de Desenvolvimento da Construção Civil (a chamada Escola da Construção Civil), ao Laboratório de Acumuladores Elétricos e à Escola de Panificação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A área, que concentrará investimento total de R$ 10 milhões, foi visitada ontem pelo prefeito Tuga Angerami (sem partido).
“Foi uma prestação de contas. É um chamado ao trabalho porque o grande desafio começa agora”, diz o diretor do Senai, Reinaldo Munhoz. Acompanhado pelo diretor regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Zeca Simonelli, e pelo diretor regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Ralph Ribeiro Júnior, ele recebeu uma comitiva da administração municipal.
Estiveram presentes os secretários municipais de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio, de Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho, e de Planejamento, Leandro Joaquim, além dos vereadores Marcelo Borges (PSDB), Paulo Madureira (PP), Salvador Afonso (PDT), Luiz Carlos Rodrigues Barbosa (PTB) e Arildo de Lima Júnior (PP).
“Nós temos que trabalhar agora no processo de divulgação, sensibilização de empresários, informação dos setores relacionados. Vamos trabalhar juntos”, acrescenta Munhoz. O esforço do Senai vem ao encontro das necessidades de mercado.
Conforme Tuga ressaltou durante o encontro de ontem, pela primeira vez em 30 anos faltam trabalhadores na construção civil. O problema é nacional, mas é sentido especialmente em São Paulo, segundo matéria veiculada anteontem no Jornal da Cidade e no Estado de São Paulo - citada pelo chefe do Executivo.
Na reportagem é mencionado que o único centro de formação para trabalhadores do setor fica na Capital e que Bauru será a segunda cidade a oferecer esse tipo de curso, informa a assessoria de imprensa da prefeitura. “Dessa forma, nos tornaremos uma referência não apenas local ou regional, mas até mesmo estadual”, observa Tuga.
Por conta da situação e da qualidade de ensino oferecido, mais de 80% dos matriculados no Senai já saem empregados de seus cursos. Quando as obras estiverem concluídas e os prédios equipados, 700 novos alunos serão atendidos. Doze técnicos serão contratados para trabalhar nas novas dependências, que também estarão sediadas na rua Virgílio Malta, no Centro de Bauru.
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Conclusão
Em cerca de oito meses, ou 240 dias, as obras do Centro de Desenvolvimento da Construção Civil, do Laboratório de Acumuladores Elétricos e da Escola de Panificação serão concluídas, segundo previsão do diretor do Senai, Reinaldo Munhoz.
De acordo com ele, só nas obras serão aplicados R$ 4,1 milhões. Somando equipamentos e pessoal, o montante salta para cerca de R$ 10 milhões. Com o investimento, a estrutura atual do Senai em Bauru passa dos atuais 8 mil metros quadrados de área construída para 10,5 metros quadrados.
Mas por conta da ampliação do projeto, a inauguração da Escola de Construção Civil em Bauru sofreu atraso. Primeiramente, ela seria entregue em agosto do ano passado, depois a previsão era inaugurá-la neste mês.
O prazo foi esticado porque, conforme o JC já divulgou, a Fiesp incluiu no projeto o núcleo de panificação e o laboratório de baterias. Os dois módulos serão instalados na mesma área da Escola da Construção Civil.