São Paulo - Destaque do GP da Austrália de F-1, Lewis Hamilton está livre para enfrentar Fernando Alonso na pista. O inglês estreou na categoria com um terceiro lugar, logo atrás do companheiro de McLaren, mas surpreendeu ao ultrapassar o bicampeão na primeira curva da prova.
“É saudável ter uma competição dentro da equipe, já que isso estimula e motiva todos os funcionários. Os dois correram muito bem e não vamos impor restrições”, afirmou Martin Whitmarsh, diretor da escuderia.
Para o dirigente, qualquer imposição poderia atrapalhar a motivação dos pilotos. “Não faremos isso. Vamos apenas monitorar o que acontece durante o campeonato e, enquanto a disputa for saudável, os dois pilotos estão livres para lutar por posição”, acrescentou.
Por ter dois pilotos em condições opostas na carreira -Alonso é bicampeão e Hamilton, estreante -, esperava-se que a equipe optasse por dar privilégios ao espanhol. “Esta não é a nossa filosofia. Todos sabem como costumamos agir a esse respeito”, disse Whitmarsh.
A história da McLaren comprova as palavras do dirigente. Foi dentro da equipe que nasceu a maior rivalidade entre dois companheiros que a F-1 já viu. No fim dos anos 80, Alain Prost e Ayrton Senna protagonizaram vitórias, títulos e muita polêmica na categoria.