10 de julho de 2026
Nacional

Justiça da ilha de Jersey deve enviar dados bancários sobre Paulo Maluf

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - A Justiça de segunda instância da ilha de Jersey, no canal da Mancha, rejeitou ontem o pedido feito por advogados do ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP), que não quer que extratos bancários referentes a contas no paraíso fiscal sejam remetidos a autoridades brasileiras para fins civis.

Os documentos não serão enviados ao Brasil ainda. Antes, o ex-prefeito tem seis semanas para recorrer ao tribunal de Londres, que é de terceira instância e tem o poder de modificar a decisão contrária a ele.

Novo pedido

Autoridades de Jersey já remeteram centenas de extratos bancário ao Brasil. Porém, tais documentos somente podem ser utilizados em ações criminais, não em cíveis. Por isso, o Brasil fez um pedido específico para que os papéis sejam remetidos novamente, desta vez para embasar uma ação cível por suposta improbidade administrativa (má gestão pública) como prefeito paulistano entre 1993 e 1996.

Na área penal, Maluf foi denunciado (acusado formalmente) por manter contas em Jersey.

A denúncia não foi apreciada pelo STF, responsável pelo julgamento de deputados federais. Questionada sobre a decisão judicial e a contratação de advogados, a assessoria do deputado se limitou repetir o incansável discurso de Maluf sobre o caso “não tem conta em lugar nenhum do Exterior”.