Rio - O policial civil Evandro Antônio de Souza, 47 anos, foi morto na porta de casa anteontem à noite, na Pavuna, zona norte do Rio. Ele é o 13.º policial morto no Estado em dez dias. Os demais mortos eram policiais militares. Souza é ainda o segundo policial civil morto em março. Souza chegava em seu carro, um Volkswagen Bora, à sua casa, na rua Afonso Terra, quando homens dispararam contra ele. A polícia descarta a hipótese de assalto, pois os criminosos não levaram o veículo. Apenas uma pistola teria sido levada.
O policial civil fora alvo de um atentado no dia 14 de fevereiro, também na porta de casa. Na ocasião, uma bala o atingiu de raspão na cabeça. Ele era lotado na divisão de Capturas da Polinter. “A única testemunha não disse se os homens chegaram a pé, de carro... A única certeza que a gente tem é que não foi uma tentativa de assalto. Provavelmente é algum bandido saído da Polinter”, disse o delegado da 39.ª DP (Pavuna), Eli Andrade.
PM baleado
Em Irajá (zona norte), um PM foi baleado na perna na rua Caxambu. Segundo o delegado da 27.ª DP (Vicente de Carvalho), Gilson Nascimento, o cabo Josué Jophil Sampaio, do 14.º BPM (Olaria), foi à casa do vigilante Zenildo Pereira dos Santos, 34 anos, para ameaçá-lo. Os dois se envolveram em uma discussão dias atrás devido a uma briga de trânsito. Após levar uma coronhada, o vigilante disparou contra a perna do PM. Josué foi levado para o hospital Getúlio Vargas e depois foi transferido para o hospital da Polícia Militar.
O comando da PM nega que as mortes recentes tenham conexão. Mesmo assim, orientou os policiais para circularem em comboio, principalmente à noite. O Clube de Soldados e Cabos ofereceu R$ 2 mil de recompensa por informações que levem aos assassinos dos policiais. O comandante-geral da PM, Ubiratan Ângelo, tem pedido a “mesma comoção do caso do João Hélio” para levar a população a ajudar a polícia a encontrar os assassinos dos policiais.