09 de julho de 2026
Internacional

Bush diz crer ainda em vitória no Iraque

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Na véspera do quarto aniversário da Guerra do Iraque, o presidente americano, George W. Bush, afirmou que a vitória ainda “é possível” mas levará meses, e não dias ou semanas.

Bush deu as declarações ao falar ao Congresso americano liderado pelo Partido Democrata, que pressiona pelo final do conflito, que já entra em seu quinto ano.

Segundo Bush, seu plano de enviar 21.500 soldados adicionais para Bagdá e para a conturbada Província de Anbar levará “algum tempo” para surtir efeito. “Haverá dias bons e dias ruins, mesmo após o final do plano de segurança no Iraque”, afirmou o presidente.

Os democratas devem apresentar à Câmara dos Representantes nesta semana um orçamento que pede a retirada dos soldados americanos destacados no Iraque até 2008.

A Casa Branca vem tentando derrubar o projeto democrata, que parece ter poucas chances de ser aprovado pelo Senado, onde o Partido Democrata conta com uma estreita maioria.

Bush criticou a insistência democrata em retirar as tropas do Iraque. “É tentador olhar para os desafios no Iraque e concluir que a melhor opção é ir para casa. Isso pode ser bom a curto prazo, mas as conseqüências para a segurança dos EUA seria devastadora”, afirmou.

Segundo o líder americano, o Conselho de Segurança Nacional deu “sinais positivos” durante uma conferência a respeito da guerra com participação do premiê iraquiano, Nouri al Maliki, de Bagdá por meio de teleconferência. “Há muito trabalho a ser feito ainda, e os líderes iraquianos devem continuar a trabalhar para alcançar os objetivos aos quais se propuseram”, afirmou. “E assim como os iraquianos devem cumprir seus compromissos, nós devemos cumprir com os nossos”, acrescentou.

Pesquisa

Apenas 18% dos iraquianos confiam nas forças de coalizão lideradas pelos EUA no Iraque, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela rede britânica BBC.

Segundo o estudo, no qual foram entrevistadas mais de 2.000 pessoas, os iraquianos estão também menos otimistas a respeito do futuro do que em outra pesquisa realizada em 2005.