10 de julho de 2026
Nacional

Com novatos, ‘Luz do Sol’ estréia hoje

Por Juliana Alencar | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

“Luz do Sol” estréia hoje na Record, às 20h30, pegando carona no sucesso da reta final de sua antecessora, “Bicho do Mato”, que tem dado 15 pontos no Ibope. Escrita por Ana Maria Moretzsohn, que debuta na Record, “Luz do Sol” traz uma história de Cinderela ambientada na Barra da Tijuca, a Cidade Maravilhosa jovem e “família”.

“Não faço novela-verdade”, justifica a novelista, ex-parceira de Linhares em folhetins de Aguinaldo Silva, e autora de “Esplendor” (2000), “Estrela Guia” (2001) e “Sabor da Paixão” (2003), tramas românticas que ocuparam a faixa das seis na emissora carioca no começo da década. É esse estilo construído durante a passagem na Globo que pretende reproduzir no horário das oito da Record.

“‘Luz do Sol’ traz algumas inovações que foram adaptadas à minha marca. Há introduções de seqüências de ação e insinuações de cenas de sexo para atrair um público mais diversificado, mas a essência continua a mesma dos meus trabalhos anteriores. É uma novela suave, delicada, que toda a família pode assistir”, conta.

A direção é de Ivan Zettel, ex-assistente de Dennis Carvalho (coincidência ou não, diretor de núcleo de “Paraíso Tropical”, nova trama das nove da Globo), que pretende imprimir essa leveza do “estilo Moretzsohn” com cenas ensolaradas - um caminhão e calhas que emitem uma forte luz simularão a luz do sol nas cenas externas feitas em dias nublados e estúdios. “A temática da novela pede esse clima iluminado”, conta Zettel, que já gravou sequências da novela em cidades como Angra dos Reis e Saquarema, ambas no litoral sul fluminense, além de cenas em um cruzeiro em alto-mar.

“Luz do Sol” tem como fio condutor a história de Drica (Luma Costa), uma garota que desaparece misteriosamente na festa de seu aniversário de cinco anos. Herdeira de uma família rica e tradicional do Rio, a garota é encontrada por um pescador, Agenor (Leonardo Brício), que a cria ao lado da mulher, Eliana (Patrícia França), e do filho, Vicente (Eduardo Pires), em um casebre humilde em Angra dos Reis.

Aos 16 anos, porém, a menina é reencontrada pela família, que a leva de volta ao Rio. É quando a adolescente tem de se adaptar a sua nova vida ao mesmo tempo em que convive com a dúvida de sua própria identidade e tenta fugir do fantasma de seu seqüestro - a autoria do crime é um dos suspenses que conduzirá a trama.

“Ela se nega a fazer exame de DNA porque foi levada a contragosto do convívio dos pais adotivos”, fala a intérprete de Drica, Luma Costa, 18 anos, que também faz sua estréia na emissora. Formada na Globo e vinda do infantil “Floribella” (Band, 2006), a atriz contracenará com o novato Thiago Glagliasso, 17 anos, irmão caçula do ator Bruno Gagliasso, e Eduardo Pires, 26 anos, que viveu José Coutinho em “Sinhá Moça” (2006) - os três farão parte do triângulo amoroso.

O elenco jovem, com caras praticamente desconhecidas, é, segundo a Record, outro trunfo para o sucesso da novela. Atores mais experientes, como Luiza Tomé, que vive Stella, mãe da protagonista, e Paloma Duarte, que interpreta a dona de uma empresa de matrimônios Verônica - protagonista do outro núcleo principal da “Luz do Sol”-, fazem o suporte.

“Na verdade, todos são muito jovens...”, brinca a autora, que não pode dizer o mesmo da trilha sonora da novela, recheada de hits dos anos 80. “Garota Dourada”, do Rádio Táxi, cantada desta vez por Felipe Dylon, será música-tema da protagonista.