09 de julho de 2026
Polícia

Acusados de furtar bancos são presos

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Acusados pela série de furtos em agências bancárias de Bauru, três homens foram presos anteontem pela Polícia Civil. Um quarto - que seria o líder do grupo, segundo apurou a reportagem - está foragido. A eles, a polícia atribui os três furtos contra o banco Nossa Caixa e a tentativa no Bradesco, registrada há uma semana. Ao todo, teriam levado R$ 240 mil das instituições financeiras.

Reinaldo César Zanoni Queiroz, 51 anos, Genessis Wesley da Silva, 21 anos, e Ricardo da Silva, 23 anos, já passaram uma noite na Cadeia Pública de Avaí. Júlio César Trópico, 31 anos, ainda é procurado. Tirando-os de circulação, a expectativa é de que a incidência de ocorrências contra bancos caia não só no município, como também na região.

“Por meio de investigação da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e do Deinter (Departamento de Polícia Judiciária-4) chegamos à autoria e pedimos (na Justiça) a prisão temporária (na última segunda-feira)”, comenta o titular da DIG, Abel Cortez. A solicitação foi deferida na mesma noite. O trio, detido no dia seguinte.

Mas nos imóveis onde foram localizados não havia nem vestígios dos R$ 240 mil subtraídos nos três furtos. Também não havia pistas dos quatro monitores de caixa eletrônico, dois revólveres e munição levados da agência da Nossa Caixa do Bela Vista, furtada há um mês.

“Estamos trabalhando para recuperar e devolver o dinheiro, além de elucidar outros envolvidos”, acrescenta Cortez. Durante as investigações, a atuação do grupo na região também será investigada. Segundo o delegado, os três homens presos têm passagem pela polícia.

“Estávamos de olho já há algum tempo. A nossa filosofia é essa: só terminamos com um crime quando tiramos de circulação (seus autores)”, diz o delegado seccional, Doniseti José Pinezi. Na opinião dele, a concentração de dinheiro e a fragilidade na segurança são atrativos para a prática delituosa. Conforme a reportagem apurou, a facilidade de fuga teria sido outro quesito avaliado pelo grupo para praticar os furtos nas agências bancárias.

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Os casos

A última ocorrência atribuída ao grupo foi registrada há uma semana, na agência do Bradesco, situada na quadra 5 da avenida Duque de Caxias. Na ocasião, o furto só não foi consumado porque um segundo dispositivo de alarme teria disparado. Com a surpresa, os autores do delito deixaram no local material como cilindros de gás, macaco hidráulico e alicate.

Alguns dias antes, no entanto, tiveram sucesso. Levaram R$ 159.782,00 da Nossa Caixa, localizada na quadra 19 da avenida Rodrigues Alves, na Vila Cardia. O montante foi retirado de dois caixas eletrônicos. Para chegar até eles, quebram a lateral da parede de tijolos, cortaram o fio de alarme, danificaram o sensor e romperam a lateral do cofre das duas máquinas, com maçarico.

Já durante o Carnaval, o alvo foi a agência da Nossa Caixa do Bela Vista. Como nenhum alarme soou e nenhum segurança encontrava-se no local para impedir a ação, levaram cerca de R$ 20 mil. Também com maçarico, abriram dois cofres onde estava guardado o dinheiro, além de três caixas eletrônicos. Do mesmo modo, levaram mais R$ 60 mil da agência da Nossa Caixa da Vila Falcão, localizada na rua dos Andradas, 4-4. Os assaltantes aproveitaram a pouca movimentação da agência bancária no final de semana e entraram pela porta da frente.

Mais uma vez munidos de maçarico e dois cilindros de gás, eles fizeram um buraco na porta do cofre e retiraram o montante. Somando a tentativa de furto ao Bradesco, apenas neste ano, a polícia registrou oito ocorrências de natureza semelhante em Bauru e região.