10 de julho de 2026
Nacional

Famílias respondem por 24,3% da produção de bens e serviços

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - As famílias brasileiras são responsáveis por um quarto - exatos 24,3% em 2003 - de toda a produção brasileira de bens e serviços e o peso da informalidade no PIB caiu nos últimos anos, revela o IBGE. Pelos dados do IBGE, a economia informal produzia 8% do PIB em 2003 - esse percentual era maior (11%) em 2000, período no qual a produção familiar correspondia a 27,2% do produto nacional.

Estão incluídos no que o instituto chama de “setor família” a produção dos trabalhadores por conta própria (camelôs, biscateiros, faxineiras e outros), profissionais liberais sem empresa constituída e todas as empresas informais, ou seja, sem CNPJ. Tais atividades são tidas pelo IBGE como produção informal.

Também estão computados os aluguéis recebidos pelas famílias e a agricultura familiar, cujos pesos eram de 8,9% e 7,4%, respectivamente. Tais segmentos não são considerados, porém, como informais.

Comparando com outros setores institucionais, a participação das famílias no PIB supera a do governo, que era 14,9% em 2000 e passou para 15,1% em 2003, segundo o IBGE. A partir da nova metodologia, o IBGE incorporou mais um setor, o de igrejas e ONGs, que foi desmembrado do de famílias. Seu peso era de 1,1% em 2000 e passou 0,9%.

Aposentadoria

O Brasil gasta 30% de toda sua arrecadação tributária com pagamento de aposentadorias e pensões, que já consomem 13% do PIB, diz estudo apresentado anteontem no Fórum Nacional da Previdência Social - criado pelo presidente Lula para discutir nova reforma da Previdência. “O problema da Previdência não é seu déficit. É que ela é muito cara. O Brasil gasta 3,5% do PIB com ensino médio e fundamental. Com os aposentados, per capita, gasta 17 vezes mais. É tentar resolver um problema do passado criando outro para o futuro”, disse o professor da PUC José Márcio Camargo.

Segundo pesquisa do professor, o mercado de trabalho é afetado negativamente pelo regime previdenciário e assistencial, que gera informalidade e desemprego.