08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Contra a correnteza


| Tempo de leitura: 1 min

É assim que deve ser. E ponto final.

Mas, por quê?

Por que as pessoas teimam em pré-definir o conceito de todas as coisas? O modo como tudo deve ser feito ou o caminho a ser seguido por cada um de nós?

No mundo atual, mais e mais pessoas buscam participar de algum ideal proposto – ou talvez devamos dizer imposto – pela sociedade. Esquecemo-nos dos nossos próprios sonhos para seguir o fluxo contínuo dos “sem rumo”, que se contentam em apenas aderir ao mais fácil e determinado caminho. Aquele pelo qual acreditamos ser o que gostaríamos, mas que, na realidade, jamais foi e nem será.

Talvez sejamos como peixes embalados pelas fortes ondas da correnteza, levados sem a menor piedade a favor de um ilusório paraíso. E, para conseguir sobreviver às correntes fortes, por que não comer outros peixes? Os fortes superam os fracos, não? Afinal, de que importa se um ou outro tenha de ser sacrificado, se no final de tudo encontrarmos a felicidade?

É uma pena, no entanto, que essa não possa ser encontrada. Nem no mais profundo dos mares, nem no mais lindo azul do céu. A felicidade é construída.

Construída por pequenas coisas que escrevemos nas páginas da vida, sem sequer ter direito a usar borracha. Fazemos escolhas que nos tornam únicos e donos de nós mesmos. Fortes contra as correntezas. Perseguidores de sonhos. Realizadores de milagres.

É assim que deveria ser.

Natália Mariê Nakata - estudante - RG 35.696.825-X